Mostrando postagens com marcador Crise Climática Mundial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crise Climática Mundial. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Custo de reduzir CO2 drasticamente é 1% do PIB mundial

Reduzir rapidamente as emissões de gases causadores do efeito estufa ao longo da próxima década custaria menos de 1% do PIB mundial até 2030, diz uma relatório da consultoria McKinsey & Co.

"Financiar os custos globalmente parece administrável", diz o relatório, patrocinado pelo grupo ambientalista WWF. O preço estimado do esforço seria de US$ 256 bilhões a US$ 448 bilhões ao ano até 2030 quando, calcula-se, o PIB global atingirá US$ 77 trilhões.

Agir significará investimentos adicionais de US$ 678 bilhões, em 2020 e US$ 1,04 trilhão em 2030, dizem os especialistas, alegando que os custos serão retomados como economia de energia no futuro.

"O custo líquido acabará abaixo de 1% do PIB global", dizem os autores do trabalho.

Os autores dizem ter trabalhado com dez grandes corporações - incluindo Shell e Volvo - e com organizações sem fins lucrativos para calcular como o mundo poderia cortar CO2 suficiente para manter o aquecimento global abaixo de 2º C.

Eles defendem uma grande economia de energia com a produção de carros, edifícios e máquinas mais eficientes que poderiam, um dia, cortar pela metade o consumo global de eletricidade.

O economista Nicholas Stern estimou, em 2006, que uma mudança climática descontrolada poderia custar de 5% a 20% do PIB global a cada ano.

As Nações Unidas realizarão conversações entre governos de vários países sobre a mudança climática em dezembro deste ano, em Copenhague. O objetivo é chegar a um acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. (Fonte: Estadão Online)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Geleiras desaparecerão até a metade do século, diz estudo

A maior parte das geleiras do planeta está derretendo tão rápido que muitas vão desaparecer até a metade século, alertou um especialista. As informações são do 'The Guardian'.

Estatísticas do World Glacier Monitoring Service (WGMS) mostram que, embora as taxas de derretimento tenham caído em significativamente em 2007, com relação aos níveis do ano anterior, ainda assim a perda de gelo foi a terceira pior já registrada.

Acredita-se que a massa total, do que sobrou das geleiras, está agora em seu nível mais baixo em 'milhares de anos'.

De acordo com Wilfried Haeberli, diretor do WGMS, as pequenas geleiras, que constituem a maior parte desse fenômeno natural, não vão se recuperar.

A advertência trará preocupação àqueles que dizem que o derretimento das geleiras é uma das maiores ameaças da mudança climática, porque aumenta o risco de ocorrerem avalanches de rochas e solo, liberadas a partir do gelo, ameaçando a subsistência de mais de 2 bi de pessoas que dependem do derretimento da água para alimentar seus rios no verão. O processo aumentaria, também, o nível dos oceanos.

"Se o clima não for resfriado rapidamente, elas irão diminuir e desintegrar-se. Isto significa que muitas serão perdidas nas próximas décadas - 10, 20, 30, 40 anos", disse Haeberli.

"Se você for realista com relação ao cenário do aquecimento global, então não há esperança para os pequenos glaciares - nos Pirineus, na África, nos Andes e Montanhas Rochosas. As grandes geleiras no Alasca e no Himalaia vão demorar mais tempo, mas mesmo aquelas grandes geleiras vão mudar completamente - muitas serão bem menores e outras se desintegrarão, formando lagos, em muitos casos", alertou Haeberli.

O WGMS, cujos parceiros incluem as agências das Nações Unidas e organismos científicos, recolhe dados anuais de até 100 geleiras ao redor do mundo, incluindo 30 geleiras 'referência', em nove diferentes cadeias montanhosas de quatro continentes. Existem dados de até três décadas atrás.

Estatísticas dos anos de 2005 e 2006 mostram a maior perda de gelo desde que os registros começaram e, com base em reconstituições históricas, acredita-se que tenha sido o pior ano em 5 mil anos. (Fonte: Portal Terra)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Chu promete política agressiva contra mudanças climáticas

O vencedor do Prêmio Nobel Steven Chu disse nesta terça-feira (13) que, caso seja confirmado como secretário de Energia dos Estados Unidos, buscará agressivamente cumprir as políticas destinadas a conter as mudanças climáticas e atingir a independência energética, desenvolvendo fontes de energia limpa.

Mas ele também disse aos congressistas que vê a energia nuclear e o carvão como partes críticas da composição energética do país e disse que era otimista e acreditava que se podia encontrar uma maneira de tornar o carvão uma fonte mais limpa de energia, capturando suas emissões de carbono.

Chu foi indicado pelo presidente eleito Barack Obama para chefiar o Departamento de Energia. O físico compareceu nesta terça-feira diante do Comitê de Energia e Recursos naturais do Senado, onde recebeu apoio imediato tanto de democratas quanto de republicanos.

Em um comunicado preparado anteriormente, Chu, descendente de chineses e diretor do Lawrence Berkeley National Laboratory desde 2004, qualificou as mudanças climáticas como um "problema crescente e urgente". Para ele, a manutenção da dependência do petróleo representa uma ameaça para a economia e para a segurança norte-americanas.

Sobre os riscos do aquecimento global, Chu disse: "Agora é claro que se continuarmos nesse mesmo caminho, corremos o risco de mudanças drásticas em nosso sistema climático durante o período de vida de nossos filhos e netos."

Chu disse que a energia nuclear produz um quinto da eletricidade do país e 70% da eletricidade livre de carbono, acrescentando que "será uma parte importante de nossa composição energética."

Cientista largamente respeitado que dividiu um prêmio Nobel em 1997, Chu tem defendido mais pesquisas relativas a energia, especialmente trabalhos relacionados ao avanço de biocombustíveis e energia solar. Ele disse que a pesquisa cientifica é a chave para conter o aquecimento global.

No entanto, quando pressionado por senadores, ele também disse que o carvão não pode ser abandonado como fonte primária de energia, embora tenha prometido pesquisas agressivas sobre captura de carbono. (Fonte: Estadão Online)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Europa congela, mas mundo está ficando mais quente, diz ONU

Pode estar bastante frio na Europa agora, mas o mundo fica mais quente e o aquecimento global continua sendo um perigo, disse a agência da ONU para o clima nesta sexta-feira (9).

"O secretário-geral da WMO (sigla da agência em inglês), Michel Jarraud, afirmou que não podemos confundir o tempo que estamos vendo agora com o aquecimento global", disse Gaelle Sevenier, porta-voz da WMO, em um comunicado à imprensa.

As temperaturas atingiram recordes de baixa na Alemanha e Marselha, que agora deveria estar ensolarada, teve fortes nevascas na quinta-feira. A Suíça também enfrenta temperaturas negativas pelo oitavo dia consecutivo.

Os estudos do clima desde 1850 mostram um aumento inegável na temperatura, disse Sevenier.

"O senhor Jarraud ressaltou que não pode haver dúvida de que a tendência ainda é o aquecimento e que a temperatura da superfície da Terra aumentou três quartos de grau desde o meio do século dezenove."

A maioria dos cientistas acredita que o aquecimento global está causando tempos extremos, o que ocasiona furacões, enchentes e secas que destroem e matam.

Embora 2008 tenha sido mais frio do que o ano anterior, é o décimo ano mais quente desde que a medição começou, segundo Sevenier.

O porta-voz afirmou que o frio na Europa se deve ao fenômeno "La Niña", no qual a água da superfície do oceano Atlântico fica mais fria do que o comum devido a complexos processos meteorológicos que influenciam o clima no oceano Atlântico.

La Nina - que significa "menina" em espanhol - é um fenômeno periódico que se alterna com o El Niño (menino), quando a água fica mais quente que o normal. Ambos podem afetar o clima no mundo. (Fonte: Estadão Online)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Emissão de gás carbônico no País vai triplicar até 2017

Se por um lado a área ambiental do governo firma compromissos para reduzir as emissões de gás carbônico por meio da queda do desmatamento, do outro o planejamento do setor elétrico prevê mais geração termoelétrica, considerada uma energia mais poluente. Análises de técnicos do próprio governo indicam que as emissões de CO2 dessas novas usinas saltarão dos atuais 14 milhões de toneladas para 39 milhões em 2017.

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, senadora pelo PT do Acre, está preocupada com as projeções do governo de aumentar a produção de energia em usinas termoelétricas, principalmente as movidas a óleo combustível. "Estamos na contramão da Europa e do que deverá acontecer nos Estados Unidos com a posse do Barack Obama", disse.

A nova versão do Plano Decenal de Expansão da Energia, que traça as metas para o setor de 2008-2017, projeta que a capacidade de geração do País terá de saltar dos atuais 99,7 mil megawatts (MW) para 154,7 mil MW. Desse acréscimo, cerca de 20,8 mil MW deverão ser gerados em usinas termoelétricas de diversos tipos, como nuclear, a gás, carvão, diesel, óleo combustível ou biomassa. A previsão do governo para a produção de energia em usinas movidas a óleo combustível - mais caras e poluentes - é de cerca de 40 novas térmicas até 2017. (Fonte: Estadão Online)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Contra efeito estufa, imagem de satélite

Dez países subdesenvolvidos com riscos ambientais receberão, sem custos, imagens de satélite para controle de emissão de gases estufa e outros danos ambientais. A iniciativa é fruto de um acordo do PNUD com o governo francês e o governo da Bretanha (região da França) e vai beneficiar três nações sul-americanas: Uruguai, Peru e Colômbia.

O projeto integra uma rede de satélites públicos e privados que pertencem a oito entidades diferentes. Além dos sul-americanos, as imagens também serão enviadas a partir de 2009 para Marrocos, Senegal, Uganda, Moçambique, Indonésia, Albânia e Macedônia. Com elas, será possível mapear emissões, desmatamento, desertificação e determinar áreas que correm risco de ser inundadas, afirma um comunicado sobre o projeto.

“A razão para fazer bons mapas é, primeiramente, determinar a vulnerabilidade dos países do hemisfério sul às questões climáticas e, em segundo lugar, para que esses países tenham um inventário das fontes de emissões de gases estufa”, disse a diretora de Energia e Meio Ambiente do PNUD, Veerle Vandeweerd, em coletiva de imprensa no lançamento do programa, em 9 de dezembro, durante a 14ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um encontro de líderes mundiais que ocorreu na Polônia.

Veerle acrescentou que, apesar de os países desenvolvidos serem os maiores emissores de carbono e outros gases, os subdesenvolvidos são os mais vulneráveis às questões climáticas. Segundo ela, isso aumenta a importância de esses países planejarem ações em prol do meio ambiente. A diretora acredita que o sistema seja uma forma de incentivar a cooperação norte-sul.

O objetivo do projeto é aumentar a capacidade de ação das regiões envolvidas e divulgar experiências que deram certo nos países desenvolvidos, para que sirvam de exemplo a novas ações. Segundo os criadores, medidas locais, sub-nacionais, são as principais responsáveis pela redução dos efeitos das mudanças climáticas.

“Temos a cobertura de 500 regiões diferentes e, num mundo ideal, nos voltaríamos para todas as 500 porque há a necessidade”, diz Veerle Vandeweerd. Ela diz que para isso o projeto precisará crescer em estrutura, mas que também é preciso o interesse dos países em participar. (Fonte: PrimaPagina/PNUD)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Mudança climática pode acabar com a neve no Natal do Norte

As chances um Natal branco nas regiões temperadas do Hemisfério Norte diminuíram no último século e devem se reduzir ainda mais até 2100, segundo especialistas de clima.

Embora partes da Ásia, da Europa e da América do Norte ainda possam ter o chão coberto de branco nesta semana, o aumento de 0,7 grau Celsius nas temperaturas médias do planeta desde 1900 e as projeções feitas para 2100 indicam uma tendência inexorável.

"A probabilidade do solo estar coberto por neve no Natal já é menor do que há 50 anos, mas se tornará uma raridade ainda maior em muitos lugares até o final do século", disse Friedrich-Wilhelm Gerstengarber, climatologista do Instituto Potsdam para a Pesquisa do Impacto Climático.

Em Berlim, que fica no norte da Alemanha, por exemplo, as chances de neve no solo nos dias 24, 25 e 26 de dezembro caíram de 20 por cento há um século para aproximadamente 15 por cento em 2008, segundo ele. Até 2100, essa probabilidade deve cair para menos de 5 por cento.

A última vez que a capital alemã ficou coberta de Neve no Natal foi em 2001. Neste ano, está prevista uma nevasca "festiva", mas insuficiente para cobrir o chão de branco.

Em cidades com climas mais marítimos, como Londres, e com climas continentais suaves, como Paris, o "Natal branco" é ainda mais raro, e passará a ser uma extravagância dentro de cem anos, segundo o cientista. Para este ano, não há previsão de neve em nenhuma dessas capitais.

"A saudade da neve no Natal parece crescer conforme ela se torna mais rara", disse Gerstengarber à Reuters, lembrando que cidades baixas, como Berlim (30 metros sobre o nível do mar), provavelmente nunca mais terão neve acumulada no chão por volta de 2100.

Apostar se o Natal será ou não "branco" já é um passatempo em alguns países, como a Grã-Bretanha, e os palpiteiros terão de levar cada vez mais em conta o aquecimento global, segundo os cientistas.

Há cada vez mais sinais de que a ação humana -- especialmente a queima de combustíveis fosseis -- está provocando alterações climáticas no planeta. As emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, cresceu cerca de 70 por cento desde 1970, e na pior das hipóteses pode mais do que dobrar em relação aos valores atuais até 2050, segundo uma comissão científica da ONU.

O aquecimento deve provocar inundações, ondas de calor, tempestades e elevação do nível dos mares.

Paal Prestrud, diretor do Centro para a Pesquisa Climática e Ambiental, de Oslo, disse que o "white Christmas" ("Natal branco") imortalizado na canção de Irving Berlin (1940), famosa na voz de Bill Crosby, será cada vez mais raro nas próximas décadas, até mesmo na sua Noruega.

"A probabilidade de neve no Natal declinou ainda mais rápido em lugares como Oslo, onde as temperaturas médias no verão estão quase 1C mais elevadas, e a primeira parte do inverno está especialmente quente", disse Prestrud à Reuters.

"As condições para o esqui cross-country se deterioraram. Há agora uma média de cem dias (por ano) com pelo menos 25 centímetros de neve. Em 1900, eram 150", disse ele.
Na segunda-feira, não havia neve nas ruas de Oslo. (Fonte: Estadão Online)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Nasa lançará satélite para mapear emissões de CO2

A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, lançará um satélite que pode mapear em detalhe a localização de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera da Terra.

O Observatório Orbital de Carbono (OCO, na sigla em inglês) apontará locais-chave na superfície do planeta onde o CO2 está sendo emitido e absorvido.

O CO2 emitido a partir de atividades humanas é tido como o responsável pelas mudanças climáticas, mas fatos importantes a respeito de sua movimentação pela atmosfera ainda não são totalmente compreendidos.

Para a Nasa, o novo satélite poderá ajudar na compreensão de alguns destes mistérios.

"Esta é a primeira aeronave da Nasa especificamente dedicada a mapear o dióxido de carbono. O objetivo da missão OCO é conseguir medidas tão precisas que poderão ser usadas para procurar 'fontes' e 'bacias' de CO2 na superfície", disse o principal pesquisador do projeto David Crisp, que trabalha no laboratório de propulsão a jato da Nasa.

Crisp afirmou que o lançamento do OCO, em um foguete Taurus XL a partir da Base da Força Aérea de Vandenberg, Califórnia, está agendado para 23 de fevereiro de 2009.

A missão da Nasa foi apresentada na reunião de outono do Sindicato Americano de Geofísica.

Acima da superfície - A Nasa já tem um aparelho para detectar CO2 em seu satélite Aqcua, mas ele apenas examina gases de efeito estufa a cinco ou dez quilômetros acima da superfície terrestre.

O novo satélite vai detalhar a concentração de dióxido de carbono perto da superfície onde seu efeito de aquecimento é mais sentido.

Os mapas globais de concentração de CO2 feitos pelo OCO vão ajudar a equipe de pesquisadores a descobrir onde o gás está entrando na atmosfera e onde está sendo absorvido por plantas terrestres e pelos oceanos.

"Sabemos de onde a maior parte das emissões de combustíveis fósseis está vindo; também sabemos onde coisas como fabricação de cimento estão produzindo grandes quantidades de emissões de CO2", disse Crisp.

"Mas existem outras coisas como queima de biomassa (floresta) e derrubada; e não temos uma boa medida da quantidade do CO2 liberada por estes processos."

"Se você retirar os combustíveis fósseis, que compreendemos com sendo a fonte de 10% do CO2, e observarmos o resto do dióxido de carbono que é introduzido na atmosfera pelas nossas atividades, é 100% incerto", acrescentou.

Mais mistérios - As "bacias" de CO2, locais onde o gás é absorvido, também apresentam mistérios.

A Terra estaria absorvendo cerca de 50% do dióxido de carbono que é produzido pelos humanos, a maioria vai para os oceanos. Mas, segundo cientistas, a descrição de outros locais de absorção ainda é pobre.

"Existe um punhado de 'frascos' atmosféricos de coleta (de CO2) pelo planeta e quando aplicamos os modelos para dados, eles mostram que existe uma bacia de carbono nas latitudes centrais e do norte", afirmou o cientista britânico de observação da Terra Shaun Quegan, da Universidade de Sheffield.

"Mas ainda é motivo de debate se fica na América do Norte, na Sibéria ou em outro lugar."

Como os cientistas ainda não têm uma noção exata de onde o CO2 está sendo absorvido, os pesquisadores têm uma compreensão limitada de como estas bacias de CO2 vão evoluir com a mudança climática.

"Vamos dizer que descobriremos que as florestas boreais no Canadá e Sibéria são as bacias primárias de CO2, devido ao seu crescimento rápido durante os meses de verão, quando o Sol aparece", afirmou Crisp.

"Estes ambientes estão mudando de forma dramática agora. Eles vão continuar absorvendo CO2 à medida que o tempo passa? Não sabemos o tamanho do impacto deles atualmente. Por isso o OCO é tão importante", acrescentou.

Luz - O satélite da Nasa leva um único instrumento, o espectrômetro, que separa as várias cores da luz do Sol refletida na superfície da Terra e analisa o espectro para determinar o quanto de dióxido de carbono e oxigênio molecular existe na amostra.

O OCO vai produzir mapas mensais do dióxido de carbono em regiões de 1,6 mil quilômetros quadrados da superfície da Terra com uma precisão de frações de 1%.

Além do novo satélite da Nasa, também será lançado em 2009 um satélite japonês conhecido como Satélite de Observação de gases de Efeito Estufa (GOSAT, na sigla em inglês).

A Europa também está considerando o lançamento de dois satélites de observação de carbono, o A-SCOPE (Observação Espacial e de Carbono Avançada do Planeta Terra) e uma missão chamada BIOMASS, que poderia ser lançada em 2016. (Fonte: Estadão Online)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mundo não pode relaxar na questão climática, alerta ONU

O mundo deve evitar um retrocesso na luta contra o aquecimento global, e precisaria criar um "New Deal Verde" para atacar ao mesmo tempo a crise climática e a crise ambiental, disse na quinta-feira (11) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

"Devemos nos recomprometer com a urgência da nossa causa", disse Ban a cerca de 100 ministros de Meio Ambiente reunidos entre os dias 1º e 12 na Polônia, onde discutem detalhes de um novo tratado climático global, processo ofuscado nos últimos meses pelo temor de uma recessão global.

Ban pediu que o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, e a União Européia demonstrem liderança nas questões climáticas. A UE realiza na quinta-feira uma cúpula para tentar resolver um impasse nos planos para a redução das emissões de gases do efeito estufa até 2020.

"Não pode haver retrocesso em nossos compromissos com um futuro de baixas emissões de carbono," disse Ban. "Sim, a crise econômica é séria. Mas, quando se trata de mudança climática, há muito mais em jogo. A crise climática afeta nossa potencial prosperidade e a vida das pessoas, tanto agora quanto no futuro distante."

Ban defendeu um "New Deal Verde", baseado no "New Deal", lançado na década de 1930 pelo presidente Franklin Roosevelt para tirar os EUA da depressão econômica em que se encontrava.

"Enfrentamos duas crises juntas: mudança climática e a economia global. Mas essas crises nos apresentam uma grande oportunidade, uma oportunidade de tratar de ambos os desafios simultaneamente", afirmou.

Segundo ele, a crise financeira exige um "enorme estímulo" por parte dos governos. "Uma grande parte desse gasto deveria ser um investimento, um investimento num futuro verde", acrescentou Ban.

"O que precisamos hoje é de liderança. As decisões atualmente sendo tomadas por líderes europeus em Bruxelas são de grande conseqüência para todo o mundo", disse.

A UE negocia detalhes de um plano pelo qual, em 2020, as emissões de gases do efeito estufa deverão ser 20 por cento inferiores às de 1990.

O secretário-geral da ONU se disse animado também pelas promessas de Obama de "colocar a energia alternativa, o meio ambiente e a mudança climática no centro da definição americana de segurança nacional, recuperação econômica e prosperidade".

O evento da ONU na Polônia é parte de um processo iniciado em 2008 em Bali, que visa a concluir até dezembro do ano que vem, numa cúpula na Dinamarca, um tratado climático que irá substituir o Protocolo de Kyoto a partir de 2013.

Um dos principais entraves nas negociações é a criação de um fundo para ajudar os países pobres a se adaptarem às mudanças climáticas. (Fonte: Estadão Online)