quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cada brasileiro emite por ano 10 toneladas de CO2, informa Inpe


Priscilla Mazenotti

Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial”, disse Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). O encontro será realizado em dezembro, em Copenhague (Dinamarca).

A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius (°C). “Ela já subiu 0,8°C nos últimos 100 anos. Falta 1,2°C. Já chegamos muito próximo do limite”, disse Carlos Nobre.

Na avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes, a estratégia brasileira para reduzir a emissão de gases de efeito estufa deve partir de dois pontos básicos: do uso de uma matriz energética limpa e da redução do desmatamento, principal fonte de emissão de CO2 no país.

“Temos de buscar o abatimento das emissões que seja o mais barato. O Brasil tem condições de implantar mitigação de baixo custo. O combate ao desmatamento deve ser a decisão número um”, defendeu.

O embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas do Ministério das Relações Exteriores, Sérgio Serra, disse que a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa foram recebidas com tranquilidade na reunião que antecedeu a COP-15. “Acho que daqui até Copenhague vamos ter de fazer muitas consultas para saber o que se espera, mas o Brasil está muito tranquilo. O anúncio dos números foi muito bem recebido”, afirmou.

A meta brasileira de redução dos gases é de 36,1% a 38,9%, até 2020. (Edição: Juliana Andrade).


Fonte: Envolverde / Agência Brasil.

Tratado do clima deve ficar para dezembro de 2010, diz embaixador brasileiro

A partir de um panorama da visão internacional acerca das mudanças climáticas, o embaixador extraordinário para a Mudança do Clima, Sergio Serra, apontou que o tratado sobre o clima provavelmente será protelado para dezembro de 2010.

"As palavras não são otimistas, mas não abrimos mão da esperança. O Brasil tem compromissos sérios em relação ao assunto", afirmou, em evento nesta terça-feira (25), na sede do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em Brasília.

A declaração vem a 14 dias do início da conferência do clima (COP-15), em Copenhague.

Serra disse que um dos principais entraves para que um acordo seja selado em Copenhague é o fato dos Estados Unidos não quererem apresentar uma meta específica - mas que a situação se inverteu na segunda-feira (23), a partir da declaração de que o país irá apresentar uma meta.

"É preciso que os países responsáveis cumpram as obrigações a partir das suas responsabilidades históricas", declarou, para, em seguida, observar que os números apresentados até então são "bastante modestos".

O embaixador indicou ainda que a União Europeia deseja transplantar os artigos fundamentais do Protocolo de Kyoto - cujo primeiro período de compromisso expira em 2012 - para o novo documento. "Mas os Estados Unidos são contra pela substância do documento", disse.


(Fonte: Folha Online)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Bento XVI renova apelo por cuidados ao Meio Ambiente

Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI renovou hoje o pedido "pelo respeito ao meio ambiente natural, um recurso precioso confiado a nossa responsabilidade".

O Pontífice fez o apelo ao término do Angelus da manhã de ontem na Praça São Pedro, no Vaticano, dirigindo-se aos fiéis de Ivrea, na região de Piemonte, norte da Itália, onde é celebrado hoje o Dia do Agradecimento.

"Voluntários, me uno espiritualmente aos que agradecem ao Senhor pelos frutos da terra e do trabalho do homem", disse o Papa.

Também na audiência de hoje, Bento XVI fez um apelo aos motoristas, por ocasião do Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito. "Encorajo todos os que percorrem as estradas do mundo à prudência, no espírito da responsabilidade pelo dom da saúde da própria vida e dos demais", pediu.


Fonte: ANSA.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A pedido de Lula, marco da siderúrgica é ajustado

O lançamento da pedra fundamental da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) deve acontecer no dia 16 de dezembro

O presidente Lula é um dos convidados para o lançamento da pedra fundamental da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). De acordo com o governador Cid Gomes, o lançamento simbólico deve acontecer no dia 16 de dezembro, atendendo a um pedido do próprio presidente.

"Estamos com tudo confirmado para fazer o lançamento em dezembro, só com a pendência de data. A gente tinha pré-acertado o dia 17. Eu liguei para o presidente Lula para convidá-lo e ele está ponderando que seja dia 16. O pedido do presidente é ordem, mas eu tenho só que acertar com os outros parceiros, porque vem gente da Coreia, dos Estados Unidos, então a gente tem que acertar bem essa data``, disse Cid.

O governador destacou seus esforços pessoais para que as obras do empreendimento comece a ser construído ainda este ano, conforme prometeu em junho durante a cerimônia de assinatura do memorando de entendimento entre o Governo do Estado e os sócios do empreendimento, a Vale e a coreana Dongkuk. ``Eu fiquei insistindo, trabalhando pessoalmente. Devo ter feito cinco ou seis reuniões vendo calendário, acertando as coisas, vendo pendências para que a gente pudesse viabilizar o início dessa obra esse ano ainda e se Deus quiser isso vai acontecer no dia 16 de dezembro``, destacou.

Licença

O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) aprovou ontem o parecer técnico da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) sobre o estudo de impacto ambiental (EIA/Rima) da CSP. Participaram da reunião 21 conselheiros, sendo que 19 votaram a favor e dois abstiveram.

De acordo com a superintendente da Semace, Lúcia Teixeira, a aprovação do Coema garante a liberação da Licença Prévia (LP) ao empreendimento. "A Licença Prévia não autoriza nenhuma obra. Com a licença, o empreendimento deve se aprofundar nos estudos propostos, avaliar as propostas de medidas mitigadoras e as condicionantes. Só depois é que é dada a Licença de Instalação", explica Lúcia complementando que a LP deve ser emitida em dezembro, permitindo que sejam feitas a limpeza e a terraplenagem do terreno.
O POVO entrou em contato com a assessoria de imprensa da CSP, mas o celular de contato permaneceu desligado até o fechamento da edição. (Colaborou Gabriel Bomfim)


Fonte: Jornal O Povo.

Dalviane Pires
dalviane@opovo.com.br
13 Nov 2009 - 02h15min

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Um dos prédios mais altos do mundo vai virar ‘verde’

Um dos edifícios mais altos do mundo – o Taipei 101, com 509 metros de altura e 101 andares – deve passar por uma extensa reforma no valor de US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 3,09 mi), para se tornar o arranha céu ecológico mais alto do mundo.


Edifício deve se tornar arranha-céu ecológico mais alto do mundo.

A administração do prédio, um marco de Taiwan, espera receber um certificado do programa americano Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente (LEED, na sigla em inglês), o maior programa de certificados deste tipo e também o que mais cresce.

A corporação financeira de Taiwan, proprietária do prédio, anunciou o investimento nos próximos 18 meses para cortar o uso de energia e de água e diminuir as emissões de carbono em até 10%.


Para isso, deverão ser instalados novos e mais eficientes sistemas de energia e encanamento. A administração também pretende encorajar as 10 mil pessoas que trabalham no prédio a reciclar, manter o ar-condicionado a uma temperatura de 26 graus e usar o transporte público.

A administração também vai pedir aos ocupantes que comprem comida nos arredores, para cortar a emissão de carbono das entregas de refeições.

A vice-presidente assistente do Taipei 101, Kathy Yang, disse que o projeto deve gerar uma economia de US$ 615 mil (cerca de R$ 1,06 milhão) por ano e atrair como novos locatários empresas que desejam ser ambientalmente responsáveis.

“É realmente importante para a indústria da construção olhar para a questão ambiental, levá-la a sério”, disse Yang. “Então, queremos mostrar para o mundo que mesmo um edifício alto como o nosso pode começar a fazer isso, que podemos fazer o melhor para nos tornar um edifício ‘verde’.”

Como se fossem cidades verticais, os arranha-céus do mundo estão entre alguns dos maiores poluidores em zonas urbanas.

Construído em 2004, o Taipei 101 já foi projetado com algumas características de respeito ao meio-ambiente. O prédio coleta água da chuva, que é usada nas descargas e para regar seu jardim, e suas janelas, de duas folhas de vidro, ajudam a evitar que o calor do exterior entre no edifício.

Há cerca de 3.500 prédios em todo o mundo com certificado de ambientalmente responsável, mas a administração do Taipei 101 espera que ele seja o primeiro arranha-céu a obter o documento.


Fonte: BBC Brasil.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Video-aula sobre Direito Ambiental

A TV Justiça, através do programa Saber Direito, traz diversas vídeo-aulas relacionadas ao mundo do Direito. Estou postando aqui, a primeira aula do módulo sobre Direito Ambiental. O restante dos vídeos do módulo estão no Youtube.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Supercomputadores resolvem controvérsia sobre previsões climáticas

Seth Bell - iSGTW


A Camada Limite Atmosférica é a camada mais baixa da atmosfera, a parte na qual vivemos. Sua altura varia ao longo do dia, de algumas centenas de metros no início da manhã até um quilômetro ou mais no final da tarde, com relação ao nível do solo. [Imagem: UCAR]

Camada Limite da Atmosfera

Os cientistas que tentam desenvolver modelos para a previsão do tempo, da qualidade do ar e das alterações do clima, sempre se depararam com um problema fundamental: a chamada Camada Limite Atmosférica (CLA).

A CLA é a camada mais baixa da atmosfera, a parte na qual vivemos. Sua altura varia ao longo do dia, de algumas centenas de metros no início da manhã até um quilômetro ou mais no final da tarde, com relação ao nível do solo.

A Camada Limite Atmosférica tem um grande número de Reynolds - uma medida da turbulência de um sistema - o que significa que o movimento do ar quente que sobe em seu interior é altamente turbulento.

Teorias controversas

Numa tentativa de superar a incerteza que a CLA insere nos modelos climáticos, pesquisadores holandeses, ingleses e norte-americanos se juntaram para construir um novo modelo do comportamento dessa camada vital. Para isso, eles utilizaram uma das maiores redes mundiais de supercomputadores, chamada DEISA (Distributed European Infrastructure for Supercomputing Applications), em um projeto batizado de Pinnacle.

Atualmente há várias teorias que tentam explicar o comportamento da CLA, muitas delas incompatíveis, conflitantes, ou simplesmente controversas. Isto resulta em previsões do tempo e do clima que diferem entre si, reduzindo a taxa de acerto e a credibilidade dos sistemas de previsão como um todo.

"A turbulência na camada limite atmosférica mistura elementos de calor, momento e bioquímicos que se originam na superfície ao longo de toda a camada. Qualquer imprecisão no cálculo da altura da CLA irá resultar em previsões falhas, por exemplo, da temperatura e das concentrações de poluentes," explica o Dr. Harm Jonker, da Universidade de Delft, na Holanda, e coordenador do projeto Pinnacle.

"Para resumir: se um modelo não consegue prever corretamente a altura da camada limite atmosférica, ele não pode fazer nada correto," diz Jonker.

Leis atmosféricas

Os primeiros cálculos feitos na rede de supercomputadores sugerem que as propriedades dos fluidos desempenham um papel muito mais importante na definição da altura da CLA do que qualquer modelo adotado até hoje supunha.

As simulações estão recriando os diferentes experimentos clássicos de laboratório que fundamentam as chamadas "leis da taxa de crescimento da CLA."

"Um dos resultados mais interessantes do projeto é que o experimento que historicamente tem tido mais influência nesse campo estava de fato certo - mas pelas razões erradas," conta Jonker.

"Nesse experimento, o fluido usado era água aquecida em um tanque. Em comparação com a atmosfera, o número de Reynolds era muito baixo; entretanto, em comparação com o fluido da atmosfera - o ar - a condutividade da água também era muito baixa. Nós descobrimos que esses dois elementos efetivamente cancelavam um ao outro, de forma que a lei correta do crescimento atmosférico emergia por uma grande coincidência," explica o pesquisador.

Os cálculos consumiram o equivalente a 1,9 milhão de CPUs/hora, algo muito além da capacidade de qualquer grupo individual de pesquisa, o que exigiu a criação do grupo internacional Pinnacle.


Fonte: Inovação Tecnologica.

Brasil não seria o mesmo sem a existência do IBAMA


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou a importância do IBAMA para o Brasil, para quem o País não seria o mesmo sem a existência do órgão para combater crimes ambientais, criar unidades de conservação e licenciar empreendimentos, promovendo o desenvolvimento sustentável. O comentário foi feito nesta terça-feira (3/11), durante abertura da Mostra Nacional Ambiental, em comemoração aos 20 anos de criação do Ibama.
Carlos Américo

“Provavelmente a Amazônia estaria a metade dela e na Caatinga não teria restado nada”, ressaltou o ministro ao destacar a atuação dos profissionais do Ibama para a preservação das florestas brasileiras, nas últimas duas décadas.

Minc destacou as parcerias do Instituto com ministérios, Força Nacional, Polícia Federal e órgãos estaduais de meio ambiente, e contou que já participou de mais de 28 operações do órgão, desde quando assumiu o ministério, em maio do ano passado.

Segundo Minc, ao acompanhar as operações pôde ver “como é difícil atuar na ponta”, onde os fiscais precisam enfrentar as dificuldades como falta de equipamento, manutenção, mosquitos e ataques dos que cometem o crime ambiental. Apesar das dificuldades, a atuação do Ibama vai ajudar para que este ano tenha o menor desmatamento na Amazônia dos últimos 20 anos.

Na tenda de bambu, montada na sede do Ibama, em Brasília, Minc anunciou que todos os biomas serão monitorados, o que permitirá que cada um dos ecossistemas tenha metas de redução do desmatamento.

O presidente do IBAMA, Roberto Messias, salientou que agora é hora de olhar para os próximos 20 anos e ver o que se pode fazer para o Ibama continuar sendo uma referência de meio ambiente, melhorando o licenciamento ambiental e reduzindo o desmatamento. Messias ainda falou aos estudantes do Centro de Ensino 2, de Riacho Fundo, que daqui a 20 anos serão eles que atuarão no Ibama para proteger o meio ambiente.

A Exposição - Mostra Nacional Ambiental - Caminhos da Sustentabilidade, montada no IBAMA sede, até sábado (7/11), de 8h30 às 19h30, promove a educação ambiental com jogos, materiais tecnológicos e interativos, que alcançam toda a família.

A mostra começa no Corredor dos sentidos, onde os desenhos de queimadas e lixo no chão mostram como é preciso preservar o meio ambiente. Depois do túnel, equipamentos apreendidos em operações do Ibama estão expostos, como gaiolas de pássaros, redes de pesca, motosserras.

Já na Ecovila há jogos, oficinas, shows, teatro, dança, palestra, projetos e cinema ambiental. A entrada é de graça.


Fonte: MMA / Planeta universitário.