quinta-feira, 4 de novembro de 2010

RECICLA NORDESTE 2010


Bom pessoal, estou passando aqui para avisar do evento importante que é o Recicla Noredeste 2010, que acontecerá entre os dias 10 a 12 de Novembro de 2010, das 14 às 20h - Centro de Convenções, Fortaleza - CE.
Onde teremos seminário de reciclagem e meio ambiente; cursos e palestras técnicas; eventos paralelos e muito mais.
As inscrições são gratuitas, e para mais informações visite o site: http://www.reciclanordeste.com.br/

Cientistas pedem novo sistema para monitorar oceanos

Cientistas oceânicos pediram investimentos dos governos mundiais em um novo sistema de monitoramento dos mares capaz de fornecer desde alertas sobre a ocorrência de tsunamis até acidentes ligados às mudanças climáticas, informa a Reuters.

Os pesquisadores argumentam que uma melhor supervisão traria enormes benefícios econômicos, além de ajudar a entender o impacto da pesca excessiva ou de mudanças nas monções capazes de provocar fenômenos climáticos extremos, como as inundações de 2010 no Paquistão.

A aliança científica Oceans United pretende formalizar o pedido de criação de um sistema de monitoramento da saúde do planeta para os representantes governamentais que irão se encontrar em Pequim entre os dias 3 e 5 de novembro, com o objetivo de discutir metas traçadas em 2002, na Cúpula da Terra da ONU. “A maioria dos especialistas acredita que os oceanos ficarão mais salgados, mais quentes, mais ácidos e menos diversificados”, afirmou à Reuters Jesse Ausubel, um dos fundadores da Parceria para a Observação dos Oceanos Globais (Pogo, na sigla em inglês), que lidera a aliança e representa 38 das principais instituições oceanográficas de 21 países.Segundo a Pogo, a criação do sistema de monitoramento global dos oceanos custaria de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões, com US$ 5 bilhões sendo atribuídos a custos operacionais a cada ano. Atualmente, estima-se que sejam gastos entre US$ 1 bilhão e US$ 3 bilhões em monitoramento oceânico, informou Tony Knap, diretor do Instituto Bermuda de Ciências Oceânicas e líder do Pogo.

Knap destacou que a nova cifra pode parecer excessiva em um período de austeridade e de cortes por parte de muitos governos, mas que o investimento impediria prejuízos ainda maiores. As novas quantias investidas ajudariam a ampliar projetos já existentes, como o monitoramento via satélite das temperaturas oceânicas, o uso de dispositivos capazes de rastrear golfinhos, salmões ou baleias e avisos antitsunami na região costeira de diferentes países.

“Os gregos descobriram há 2.500 anos que construir faróis ofereceria grandes benefícios aos marinheiros. Ao longo dos séculos, os governos investem em auxílios para a navegação. Esta seria a versão do século 21 para isso”, comparou Jesse Ausubel.

Entre os sinais preocupantes há o fato de que as águas superficiais dos oceanos se tornaram mais ácidas em 30% desde 1800, mudança que é atribuída principalmente ao aumento das concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera em razão da queima de combustíveis fósseis. Tamanha acidez dificulta que animais como lagostas, caranguejos, moluscos, corais ou plâncton construam escudos protetores e pode ter impacto sobre toda a vida marinha.

(Fonte: Portal Terra)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Florianópolis sedia a 7° conferência Internacional Lixo Zero



O Instituto Lixo Zero Brasil, em parceria com Zero Waste International Aliance e a empresa Novociclo Ambiental sediam nos dias 28 e 29 de outubro de 2010, no Centro Multiuso Hotel SESC Cacupé , em Florianópolis, a 7° conferência Internacional Lixo Zero.

O evento é anual e terá como tema central “Soluções Lixo Zero no Contexto Clima, Crise Financeira e Segurança Química”.

O tema serve para ilustrar o enorme potencial dos resíduos na solução de problemas, por meio de medidas cuidadosas, apresentadas em plenário, com divisão de competências.

O objetivo da conferência é debater a sustentabilidade e apresentar políticas e projetos, bem como ações e cases que deram certo no cenário nacional e internacional. Além da presença de especialistas nacionais e internacionais, o debate será aberto à participação de lideranças locais, para que os bons exemplos aplicados regionalmente possam ser multiplicados para realidades semelhantes.

O evento contará com 19 especialistas internacionais, representantes do setor privado, de centros acadêmicos, de ONGs e políticos de governos federais, estaduais e municipais.

*Maiores informações e inscrições:
http://www.conferencialixozero.com.br/2010/

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tira-se energia de qualquer lugar!!!

Estudantes de Harvard criaram uma bola que, após ser usada, produz energia. Usada por 15 minutos, a bola pode gerar energia para uma lâmpada ficar acesa durante três horas.

Vejam a campanha publicitária.

sOccket from TakePart on Vimeo.


Outro vídeo

E aí, o que acharam? Sensacional, não é?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lembrete!!!

Olá galera,

passando só para deixar um lembrete. Amanhã, 06/10, termina o primeiro turno de votação do prêmio TOPBLOG. Se você achar que o blog merece a consideração do seu voto, por favor, clique no banner ao lado e preencha os dados necessários.

Não esqueça de confirmar o voto no seu e-mail!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Política Nacional de Resíduos Sólidos deve aumentar reciclagem no país

O Brasil produz 57 milhões de toneladas de lixo por ano e, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), só 2,4% dos resíduos sólidos urbanos são reciclados. Esse percentual é pequeno quando comparado com o de outros países. Contudo, empresas do setor de reciclagem enxergam uma chance de aumentá-lo significativamente.

A expectativa deve-se, principalmente, à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lei cria regras para o tratamento do lixo e, para especialistas em reciclagem, abre uma grande oportunidade para o setor. A avaliação foi feita pelos participantes do Congresso Internacional de Negócios da Indústria da Reciclagem, aberto nesta terça-feira (28) em São Paulo. O evento faz parte da feira Expo Sucata e reuniu empresários e representantes da sociedade ligados à gestão do lixo.

“Alguns países da Europa reciclam 45% dos seus resíduos. Podemos chegar lá”, afirmou Stefan David, consultor de reciclagem da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidros (Abividro) durante a palestra que abriu o evento.Segundo ele, a PNRS estabelece que todos os agentes envolvidos na fabricação, distribuição, venda e consumo de produtos sejam responsáveis pelos seus resíduos. Estabelece também o fechamento de todos os chamados lixões – locais em que o lixo é depositado sem tratamento ou separação – até o ano de 2014. Isso, de acordo com David, vai obrigar a sociedade e O Poder Público a buscar alternativas para o lixo produzido nas cidades. O aumento da reciclagem é, com certeza, uma delas.

“Se tivermos uma fiscalização séria, fecharmos mesmo os lixões, teremos oportunidades para todo mundo”, complementou o presidente do Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), Marcos Fonseca. “Oportunidades para nós, que trabalhamos com ferro, mas também para quem trabalha com vidro, plástico, papel e no recolhimento destes materiais”.

Para que isso realmente saia do papel, entretanto, empresários cobram ações do governo federal. Apesar de sancionada, a política de resíduos ainda não foi regulamentada e, portanto, não existem normas claras para sua aplicação nos estados e municípios.

Empresários dizem que também não há recursos suficientes para adotar todas as mudanças previstas na lei em um prazo tão curto. Segundo Ariovaldo Caldagio, diretor do Sindicado das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur), sem investimentos, o projeto exemplar pode tornar-se somente uma carta de intenção.

“Podemos sonhar com a mudança na coleta do lixo, mas precisamos investir para torná-la real”, disse ele, durante uma das mesas de debate do congresso. (Fonte: Vinicius Konchinski/ Agência Brasil)

Fonte: Ambiente Brasil.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Série Consciente Coletivo

Hoje começarei a postar o primeiro de dez episódios, de dois minutos cada, sobre impactos do consumo elaborados pelo Instituto Akatu em parceria com a HP Brasil e Canal Futura.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Responsabilidade Sócioambiental


De 05 a 07 de Outubro acontece a Semana Universitária da FGF - Faculdade Integrada da Grande Fortaleza - O tema deste ano é Responsabilidade Sócio-ambiental e tem o objetivo de disseminar para a comunidade acadêmica e demais participantes, a importância da responsabilidade socioambiental no âmbito das universidades e comunidade, enfocando o compromisso permanente das pessoas em adotar um comportamento ético, contribuindo para o desenvolvimento econômico, melhorando, simultaneamente, a sua qualidade de vida e de suas famílias, da comunidade local e da sociedade como um todo, por meio da inclusão social (Responsabilidade Social) e o cuidado ou conservação ambiental (Responsabilidade Ambiental).


Para inscrições, acesse: www.fgf.edu.br

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Saquinho de jornal

Onde você põe o seu lixo?


A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" de sacolinhas plásticas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas *“Sacos de lixo Biodegradáveis”* que são feitos com materiais orgânicos e de fibras vegetais levam bem menos tempo para se degradarem no solo assim causando menos impacto na Natureza.

Além disso será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo?

Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc.), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A idéia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo..
Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:



Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.



Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.


Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.


Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:


Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.


Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.


Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:


Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!


É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!



Que tal?



Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

Post sugerido pela profª Márcia Marino

Fonte: http://www.deverdecasa.com/2009/12/saquinho-de-jornal.html

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CURSO ON-LINE

A Fundação Demócrito Rocha lançou, no dia 03 de setembro, o primeiro fascículo do curso "Mudanças climáticas e Desenvolvimento sustentável". O curso usará a metodologia de Ensino à distância, com o lançamento de fascículos semanais no jornal OPovo. Para realizar a sua inscrição e mais informações, acesse: http://www.fdr.com.br/mudancasclimaticas/index.php

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Temperaturas mais altas na China podem reduzir colheitas

Baseados na previsão de aumento das temperaturas devido ao aquecimento global, cientistas chineses afirmaram que a quantidade de água disponível para a agricultura irá diminuir, reduzindo a produtividade das colheitas nos próximos anos.

Em trabalho publicado na revista “Nature”, os cientistas afirmaram que a temperatura na China já aumentou 1,2 graus Celsius desde a década de 1960 e deve se elevar mais – entre um e cinco graus Celsius – até 2100.

“Esse aquecimento tão intenso no verão irá inevitavelmente aumentar a evapotranspiração, aumentando o risco de escassez de água para a agricultura”, escreveram os pesquisadores, liderados por Shilong Piao, do Centro de Pesquisa Climática da Universidade de Pequim.

“As mudanças no clima podem provocar uma redução líquida de 13% em 2050″, afirmaram.
A China tem apenas 7% das terras agricultáveis do planeta, mas precisa alimentar 22% da população mundial. Embora em termos absolutos o país tenha reservas de água imensas, a relação por habitante corresponde somente a 25% da média mundial.

De acordo com a pesquisa, o clima já se tornou mais seco no norte da China, que detém 18% das reservas totais de água e 65% de todas as terras agricultáveis

Por outro lado, no sul do país, chuvas torrenciais e enchentes se tornaram mais frequentes.

Além da redução do abastecimento de água, que já é escasso, as temperaturas elevadas também causaram disseminação de pragas, disseram os pesquisadores.

“No país, uma redução de 4,5% na safra de trigo é atribuída ao aumento de temperatura no período entre 1979 e 2000″, afirmaram.

O ministro da Agricultura da China disse, em julho, que o país enfrentava a formidável tarefa de atender à demanda por grãos como arroz, trigo e milho nos próximos dez anos.

No ano passado, a China teve uma colheita recorde de 530,8 milhões de toneladas de grãos. Ainda assim, precisará elevar seu fornecimento anual para, ao menos, 4 milhões de toneladas na próxima década para conseguir alimentar uma população esperada de 1,39 bilhões em 2015. (Fonte: Folha.com)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pesquisadores mineiros desenvolvem veículo aquático para manutenção em hidrelétricas

Por Danielle Jordan / Ambientebrasil
Pesquisadores do Centro de Pesquisas Hidráulicas e Recursos Hídricos, CPH, da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, estão desenvolvendo um veículo submersível para inspeção e manutenção de estruturas que se encontram debaixo d’água.

A propostas surgiu da demanda devido ao crescente número de usinas hidrelétricas no país. Hoje mais de 800 estão em operação, respondendo por 67% da produção nacional de energia. “A ideia é criar uma espécie de robô capaz de fazer a manutenção das usinas sem interromper o seu funcionamento, economizando tempo e dinheiro”, explicou o coordenador do projeto, Paulo Henrique Vieira Magalhães.

Recentemente foi testado o primeiro protótipo avançado da pesquisa. Os resultados foram satisfatório. O veículo foi projetado para ser operado a distância, atingindo uma profundidade de até 100 metros, com transmissões de imagens a partir de um sistema de câmeras.
“O veículo conta ainda com um computador embarcado que recebe os sinais da câmera, dos sensores de ‘posicionamento’ e de outros sensores para fazer o balanceamento do sistema e proporcionar estabilidade por meio dos sistemas de atuação (propulsores e flutuação)”, afirmou o pesquisador.

As informações ficam disponíveis em painéis instalados em uma sala de controle, onde é possível operar o veículo.

Agora, a equipe prepara um novo veículo, mais aprimorado, capaz de fazer mais do que a simples visualização. “Ele deve vir equipado com braços manipuladores utilizados para realizar manutenção em estruturas submersas”, explicou Magalhães.

*Com informações da UFMG.
Fonte de Pesquisa: Portal do Meio Ambiente.

sábado, 17 de julho de 2010

É FOGO

Dividir com vocês a letra desse músico pernanbucano extraordinário, Lenine!!!

Éramos uma pá de apocalípticos,    
De meros hippies, com um falso alarme...
Economistas, médicos, políticos
Apenas nos tratavam com escárnio.
Nossas visões se revelaram válidas,
E eles se calaram mas é tarde.
As noites tão ficando meio cálidas...

E um mato grosso em chamas longe arde
O verde em cinzas se converte logo, logo...
É fogo! é fogo!


Éramos uns poetas loucos, místicos
Éramos tudo o que não era são;
Agora são com dados estatísticos
Os cientistas que nos dão razão.


De que valeu, em suma, a suma lógica
Do máximo consumo de hoje em dia,
Duma bárbara marcha tecnológica
E da fé cega na tecnologia?


Há só um sentimento que é de dó e de

Malogro...

É fogo... é fogo...


Doce morada bela, rica e única,
Dilapidada só como se fôsseis
A mina da fortuna econômica,
A fonte eterna de energias fósseis,


O que será, com mais alguns graus celsius,
De um rio, uma baía ou um recife,
Ou um ilhéu ao léu clamando aos céus, se os
Mares subirem muito, em Tenerife?


E dos sem-água, o que será de cada súplica,

De cada rogo

É fogo... é fogo...

Em tanta parte, do ártico à antártida
Deixamos nossa marca no planeta:
Aliviemos já a pior parte da
Tragédia anunciada com trombeta.

O estrago vai ser pago pela gente toda;

É foda! é fogo!...
É a vida em jogo!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Manoel de Barros

"Acho que no futuro o homem vai pedir pelo amor de Deus para conhecer uma árvore, um passarinho, um cavalo. Tenho medo que a ciência acabe com os cavalos, com a luz natural, com as fontes do ser."

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bioma Caatinga é avaliado no Ceará


O Projeto Mata Branca, coordenado pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), realizou nesta terça-feira, 29, no auditório da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), seminário para apresentação dos resultados da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) sobre o Bioma Caatinga.

Na ocasião, estiveram presentes, além da presidente do Conpam, Tereza Farias, a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Irles Mayorga, e representantes das Secretarias Estaduais de Desenvolvimento Agrário, Recursos Hídricos, Planejamento e Gestão e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

A professora Irles Mayorga explicou a importância da AAE para o Estado e ressaltou que Avaliação Ambiental Estratégica é um instrumento de política ambiental que tem por objetivo auxiliar, antecipadamente os tomadores de decisões no processo de identificação e avaliação dos impactos e efeitos que uma decisão estratégica poderia desencadear no meio ambiente e na sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

De acordo com Tereza Farias, o encontro é um passo muito importante para a evolução das polícias públicas voltadas para a Caatinga, “uma vez que o seminário reuniu representantes de várias setoriais do Governo, que tem uma vinculação com o meio ambiente”. Segundo ela, as atividades não devem ser desenvolvidas de forma isolada e, sim, de forma conjunta para um resultado mais eficaz das polícias públicas.

Segundo a presidente do Conpam, com os resultados da avaliação do Bioma Caatinga no Ceará, o Mata Branca poderá desempenhar com mais precisão as atividades do Projeto.”Com a AAE da Caatinga nós pudemos realizar um diagnóstico da situação do Bioma e identificar as fragilidades, já que a avaliação ouviu a comunidade dos municípios que mais sofrem os impactos ambientais no semiárido cearense. Além disso, nós indagamos qual seria o modelo ideal, para chegarmos no modelo viável para a população”, ressaltou Tereza Farias.

FONTE: www.opovo.com.br

sábado, 5 de junho de 2010

05 de Junho - Dia do Meio Ambiente


No dia 05 de junho comemora-se o dia do meio ambiente.

Dra. Valéria Reani

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

A importância da data é devido às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

A sociedade moderna continua destruindo o meio ambiente. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies animais.

A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartadas de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.

E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão.

Algumas dicas de preservação para o dia a dia:

01. Preserve a vegetação nativa. Não desmate! Não coloque fogo!

02. Não compre, nem tenha animais silvestre em casa.

03. Não maltrate animais silvestres ou domésticos.

04. Separe o lixo em casa e no trabalho, e coloque na rua no dia da coleta seletiva em seu bairro.

05. Não jogue lixo no chão. Carregue-o até a lixeira mais próxima. Ensine às crianças dando exemplo.

06. Recicle ou reaprove tudo o que puder.

07. Reduza o consumo, especialmente do que não puder ser reaproveitando ou reciclado.

08. Mantenha seu veículo regulado e ande mais a pé.

09. Não contribua com a poluição sonora e/ou visual.

10. Não jogue óleos lubrificantes na sua rede de esgoto.

11. Não desperdice água. esse é um dos recusros mais importantes e frágeis do planeta: feche torneiras, conserte vazamentos, não use mangueiras para para lavar calçadas, aproveite água de chuva.

12. Não desperdice energia elétrica: desligue aparelhos, verifique sobrecargas, apague as luzes.

13. Ensine às crianças amor e respeito pela natureza.

14. Cuide da higiene e da sua saúde!

15. Evite jogar materiais não degradáveis (plásticos ou outros) no ambiente.

Vamos fazer a nossa parte !Clique aqui para visitar o site da Doutora.

VALÉRIA REANI

ADVOGADA- OAB/SP 106061

GRADUADA E PÓS GRADUADA em Direito pela Universidade

Católica de Santos-UNISANTOS com especialidade em Direito do Trabalho,

Direito do Consumidor, Meio Ambiente,Direito dos Idosos e Deficiente físico Responsabilidade Social

EXTENSÃO em Direito e a Internet e Tecnologia da Informação

AUTORA de Publicações Digitais: “A Advocacia Preventiva”, “Advocacia”

“Direito do Consumidor e o “e-commerce” entre outras

COLUNISTA JURÍDICA:Coluna Saber Direito no Jornal Cidade On Line,Momento Jurídico no Portal Clube Jurídico, Overmundo,Arcos, Artigonal, Recanto das Letras, Coluna Momento Cidadão no Jornal 100% Vida, Artigo.com,Coluna Tudo Legal no Jornal RMC, Coluna Falando Sério no Portal de sousas e Barão Geraldo

MEMBRO: Projecto Iuris para Juristas Actuantes– Portugal

MEMBRO: Cultura Digital – Brasil

MEMBRO: Wordpress.org – BRASIL/USA

MEMBRO: De lege Agraria Nova: Derecho Agrario, Derecho Ambiental y Derecho Alimentario.

MEMBRO: National Association of Women Lawyers - USA

MANTENEDORA do Web site: www.valeriareani.com.br

MANTENEDORA do Blog Por Dentro da Lei: http://www.valeriareani.blogspot.com/


Fonte: Portal do Meio Ambiente.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Semana do Meio Ambiente 2010 - Unifor

Começa, no próximo dia 31, a 3ª edição da Semana do Meio Ambiente da Unifor. O evento traz como tema a "Convivência sustentável com o semi-árido". A Semana tem como objetivo dialogar com os problemas existentes nas regiões que estão inseridas no semi-árido, preponderavelmente o Nordeste brasileiro. Outro objetivo é olhar o semi-árido com outra pespectiva, mostrando soluções e oportunidades para as regiões inseridas nesse clima, chamando a atenção para a beleza de sua biodiversidade e para a cultura de seu povo.

O tema da Semana está intimamente relacionado com ICID - Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas - que será realizada em agosto de 2010, no Centro de Convenções do Ceará e na Unifor, aqui em Fortaleza.

A Semana contará com palestras, concurso de fotografia, documentários, mostra de projetos, distribuição de mudas e etc. Para realizar a inscrição, basta acessar o site da Unifor e procurar em notícias, Inscrições para a Semana do Meio Ambiente.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Entidades exigem a proibição de termômetros de mercúrio

Pesquisa internacional revela que 83% dos hospitais e consultórios pesquisados no Brasil ainda usam termômetros de mercúrio;

Documento entregue à ANVISA propõe criação de programa de substituição e subsídio à produção de termômetros não-tóxicos

Uma petição que solicita a proibição da fabricação e do uso de termômetros de mercúrio no Brasil foi entregue hoje (quarta-feira, 19) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), órgão ligado ao Ministério da Saúde que é responsável pela fiscalização de produtos e serviços médico-hospitalares. O documento – assinado por cerca de 50 redes, organizações e personalidades da sociedade civil que trabalham na área de saúde e naproteção ao meio-ambiente assinam – propõe a criação de um programa de substituição dos termômetros em uso através de uma campanha pública de conscientização e do subsídio à produção de termômetros não-tóxicos.

As entidades se basearam nos resultados de uma pesquisa internacional por amostragem que revelou que 83% dos hospitais e consultórios pesquisados no Brasil ainda utilizam termômetros de mercúrio, a despeito da disponibilidade de produtos alternativos e do conhecimento dos profissionais de saúde sobre a toxicidade do material e de seus riscos à saúde.Alternativas estão disponíveis no mercado, mas preços impedem popularização

Financiada pelo Ministério do Meio Ambiente da Alemanha e realizado por ONGs internacionais com participação da brasileira APROMAC (Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte), o estudo ouviu consumidores, comerciantes e profissionais de saúde de oito países em desenvolvimento de Ásia, África, América Latina e Europa para traçar um levantamento preliminar sobre produtos que contém mercúrio. Além de termômetros, foram pesquisados medidores de pressão, materiais odontológicos, cremes dermatológicos e pilhas comuns.

No Brasil, a pesquisa revelou que todos os profissionais de saúde entrevistados sabiam dos riscos à saúde causados pelo mercúrio e que 88% não viam diferença de precisão entre os dois tipos de termômetro. A diferença de preço, no entanto, é o que dificulta a adoção de aparelhos não-tóxicos, conclui o estudo. Na maior parte dos locais de venda pesquisados, os termômetros alternativos custavam mais que o dobro que os que continham mercúrio. Os produtos mais caros chegam a custar o triplo do preço médio de um aparelho com a substância tóxica.

“É fundamental que o Estado institua medidas que proporcionem a popularização dos aparelhos não-tóxicos”, afirma Zuleica Nycz, da APROMAC, que está coordenando no Brasil a campanha internacional A vida sem mercúrio: para os bebês, para você e para mim, organizada pela rede de ONGs internacionais IPEN (Rede Internacional de Eliminação de Poluentes Orgânicos Persistentes). “A intenção é trabalhar para a conscientização de órgãos públicos, organizações da sociedade civil e do setor privado sobre os riscos da exposição ao mercúrio e da necessidade de políticas voltadas para esse tema”, explica.

Conscientização popular depende de políticas públicas

A pesquisa afirma que o conhecimento sobre o mercúrio tem relação direta com o fortalecimento das políticas de orientação de seu uso. “Em países onde existem restrições ao conteúdo de mercúrio em produtos (...), os cidadãos e comerciantes mostraram que estavam, em geral, mais conscientes da ameaça do mercúrio (…) na hora da compra”, diz o texto da pesquisa, que cita em seguida o uso de selos e certificações governamentais impressos em rótulos de produtos, a exemplos do que acontece em cigarros no Brasil. “Trata-se de uma observação que reafirma a necessidade de participação do Estado no controle de produtos tóxicos como o mercúrio”, afirma Zuleica Nycz. “Não podemos aceitar a presença de um metal tóxico nos hospitais e domicílios. A União Europeia já baniu os termômetros de mercúrio. Países como Argentina, Índia e Filipinas já têm programas eficientes de controle de produtos com mercúrio”, completa.

Em junho, Brasil participa de negociação para um tratado internacional sobre mercúrio

O mercúrio é tóxico para os seres humanos. Embriões, fetos, bebês e crianças são particularmente vulneráveis. Vários estudos mostram que a exposição à substância afeta o desenvolvimento cerebral e prejudica o sistema nervoso, diminuindo as capacidades de pensamento, memória, atenção e outras habilidades cognitivas. Os países da ONU já decidiram que medidas globais obrigatórias devem ser tomadas para eliminar o uso de mercúrio e reduzir suas emissões. Entre os dias 7 e 11 de junho, o Brasil participará da primeira reunião de negociação internacional sobre um tratado de mercúrio, que será realizada na Suécia.

Fonte: Gustavo Mehl (assessoria de imprensa) – (21) 8212-1095
Zuleica Nycz (APROMAC) – (41) 9901-9534

Brasil perde R$ 8 bilhões por não reciclar


Paula Rothman, de INFO Online

SÃO PAULO – Um relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado no dia 14 revela que o País perde R$ 8 bilhões por ano simplesmente por deixar de reciclar.

Os cálculos, apresentados no Ministério do Meio Ambiente, mostram que este seria o valor recolhido pelo país caso todo o material reciclável encaminhado para aterros e lixões nas cidades brasileiras tivesse destino correto.

Hoje, apenas 12% dos resíduos sólidos urbanos e industriais são reciclados - e a coleta seletiva só chega a 14% da população brasileira.

A partir dos dados da pesquisa, intitulada “Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para Gestão de Resíduos Sólidos” , a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, instituiu um grupo de trabalho entre o Ipea e os Ministérios.

O primeiro Programa de Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos trabalhará em parceria com a coleta de lixo e as cooperativas de catadores. O próprio estudo utilizado como base para o projeto sugere medidas que aumentam a renda dos catadores, como o pagamento por produtividade e acréscimos compensatórios graduados. Linhas de crédito cooperativo também seriam uma ideia para aumentar a organização e formalização das cooperativas.

Em 45 dias, o novo grupo deve definir o funcionamento do programa, bem como suas fontes de recursos e as formas de repasse.



Fonte: Portal do Meio Ambiente.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pesquisadores chineses estudam reciclagem de restos de cigarro



Pesquisadores da universidade de Xi’an Jiaotong University estão estudando um meio de reciclar restos de cigarros, transformando o material num produto anti-corrosivo.

Para obter o material, as bitucas são imersas em água por 24 horas para retirar de lá algumas substâncias químicas, como a nicotina. Depois, os restos de cigarro recebem um banho de ácido e o produto resultante desta mistura pode ser aplicada em aços carbono. A informação é da Chemical & Engineerging News.

Todo o ano são produzidos cerca de 4,5 trilhões de unidades de cigarros no mundo todo. Boa parte de seus restos são simplesmente descartados sem qualquer cuidado especial. Num único dia, mais de 3 milhões de bitucas foram recolhidas nas praias do mundo todo numa ação global de limpeza – 1 milhão delas só nos Estados Unidos. Vale lembrar que a bituca de cigarro leva cerca de dois anos para se decompor e pode ser confundido com alimento por animais marinhos.

Fonte: http://verde.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=23890391

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Fortaleza realiza Seminário de Arborização

O Fórum da Agenda 21 de Fortaleza, com a promoção da Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano, Semam, realiza no dia 15 de abril o Seminário de Arborização de Fortaleza. A ideia é envolver agentes públicos, empresas, entidades e interessados em geral na discussão e na materialização de iniciativas concretas para arborizar efetivamente a cidade. A proposta é articular as políticas públicas e ações existentes, bem como a sociedade como um todo, numa grande rede de apoio e fortalecimento social da Agenda 21 local como instrumento de planejamento e gestão participativa.

O Fórum da Agenda 21, instituído pelo decreto municipal nº 11.812 de 29 de abril de 2005 e coordenado pela Semam, iniciou o ano de 2010 voltando sua preocupação para o processo crescente de desmatamento e impermeabilização da cidade. Neste sentido, o Fórum resolveu, a partir do amadurecimento de suas experiências e discussões, contribuir decisivamente com o tema da arborização da cidade.

Para tanto, o Fórum pretende elaborar e implementar o Plano Diretor de Arborização Urbana, que até já existe como proposta original, para funcionar como instrumento conceitual de zoneamento, plano operacional e de monitoramento da cobertura vegetal em todos os bairros da cidade.

Parte elementar desta estratégia é a discussão primeira das diretrizes teóricas e métodos científicos de trabalho para alcançar o resultado esperado. Por isso, será rezado o Seminário Municipal sobre Arborização Urbana que objetiva envolver os agentes públicos, empresas, entidades e interessados em geral na discussão e na materialização de iniciativas concretas no que tange à arborização urbana. O seminário visa também articular as políticas públicas e ações existentes, bem como a sociedade como um todo, numa grande rede de apoio e fortalecimento social de uma política de arborização da cidade.

Serão convidadas como parceiras, além das que já participam do Fórum da Agenda 21, as seguintes instituições: Aprece, Arquidiocese, Associações de Moradores, Cagece, Coelce, Comando da 10ª Região Militar, Comitê de Bacia da Região Metropolitana, Conpam, Crea, Defesa Civil, Dnit, Gabinetes de parlamentares, IAB, Ibama, Incra, Infraero, OAB-CE (Comissão de Meio Ambiente), ONGs, Ministério Público, Pastorais Sociais, Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Direitos Humanos, Semace, UFC - Departamentos de Arquitetura, Geografia, Agronomia e UECE – Depto. de Geografia e Veículos de Comunicação.


Saiba mais:
Local: Auditório da biblioteca da UNIFOR - Avenida. Washington Soares, s/n - Bairro Edson Queiroz
Data: 15 de abril


Programação - Dia 15 de abril, quinta-feira
8h – Credenciamento
8h30 – Apresentação cultural
9h – Mesa de abertura
9h30 – Painel / Expositores
Tema 1: Desenvolvimento e Paisagem Urbana
Tema 2: Plano Diretor de Arborização de Fortaleza
Tema 3: A atuação da Prefeitura de Fortaleza
Tema 4: Experiências exitosas
11h00 – Debate
12h30 – Almoço / Passeio temático pelos jardins da Unifor
14h – Discussão em grupos
Tema: Atuação do Fórum da Agenda 21 de Fortaleza
15h30 – Lanche
16h – Apresentação dos resultados
17h – Encerramento

Palestrantes

* Fernanda Rocha, arquiteta, paisagista e professora da Unifor
* Valdelicio Pontes, agrônomo e servidor da Semam
* José Wilmar da Silveira Neto, agrônomo e servidor da Emlurb
* Caio Boucinhas, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela USP

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Poluição da Ásia roda o mundo pela estratosfera


Estudo patrocinado pela NASA demonstra que o fenômeno das monções joga partículas de poluentes dos países asiáticos a até 40 km de altura, onde ficam circulando por anos podendo causar alterações climáticas e danos à camada de ozônio

Por Fabiano Ávila, Agência Carbono Brasil

O crescimento econômico desenfreado de países como China, Índia e Indonésia tem como um de seus fatores negativos a grande poluição resultante da expansão industrial e do aumento da frota de veículos. Até aí alguém poderia pensar que isso é um problema deles e que os seus próprios governos deveriam tomar atitudes para resolver a situação. Mas um estudo publicado na última semana na revista Science comprovou o que já era uma crença entre cientistas e ambientalistas: a poluição atmosférica da Ásia circula todo o planeta.

A descoberta envolve o fenômeno das monções, ventos sazonais acompanhados de chuvas fortes que acontecem principalmente no sudeste asiático. Pesquisadores do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR), com o apoio da NASA, conseguiram demonstrar que as monções carregam as partículas poluidoras produzidas na Ásia para a estratosfera e que esses poluentes ficam em suspensão viajando pelo globo por vários anos até que finalmente descem para camadas mais baixas da atmosfera ou são dispersos.

“A monção é um dos sistemas de circulação mais poderosos do planeta e se forma bem onde existe uma grande concentração de poluentes. Com isso, o fenômeno age como uma avenida para a poluição chegar até a estratosfera”, explicou Willian Randel, principal autor do estudo “Monção Asiática Transporta Poluição para a Estratosfera” (“Asian Monsoon Transport of Pollution to the Stratosphere”).

Utilizando imagens de satélites e modelos computacionais, os pesquisadores conseguiram identificar os padrões de circulação atmosférica associados às monções. Para isolar apenas a atividade do fenômeno, os cientistas mapearam a presença de cianeto de hidrogênio, elemento produzido principalmente pela queima de vegetação. Dessa forma, foi possível acompanhar durante a época de queimadas no sudeste da Ásia como essas particulas eram impulsionadas pelas monções para a estratosfera e depois mapear sua viagem pelo mundo.

Além do cianeto de hidrogênio, partículas de carbono negro, dióxido sulfúrico, óxidos nitrogenados e outros poluentes também acabam chegando à estratosfera

“Já se suspeitava desse papel da monção, mas agora mostramos como isso realmente acontece”, afirmou o professor Peter Bernath, da Universidade de York, na Inglaterra.

O estudo sugere ainda que o impacto dos poluentes da Ásia na estratosfera deve aumentar nas próximas décadas por causa do rápido crescimento industrial da região. Além disso, as mudanças climáticas podem alterar em breve o comportamento das monções, apesar de ainda não estar claro se o fenômeno ficará mais intenso ou mais ameno.

Segundo os pesquisadores, mais estudos devem ser realizados para conhecer todos os possíveis efeitos dos poluentes na estratosfera. Mas já se sabe, por exemplo, que eles podem se transformar em aerossóis, que são nocivos para a camada de ozôni, e também que devem ter impacto no clima do planeta, ao impedir a passagem de raios solares.

Mas uma conclusão é fácil de ser percebida, a da necessidade de leis globais para controlar as emissões de poluentes. A ciência cada dia mais reforça as teorias que afirmam que tudo no meio ambiente está interligado e cada novo estudo deveria ser encarado como mais um motivo para legislações e acordos internacionais mais rígidos.


Fonte: Carbono Brasil.
Pesquisa: Portal do Meio Amiente.

Setor de transporte é o que causa mais impactos na qualidade do ar


Os dados são do 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, lançado na quinta-feira (25/3) na Agência Nacional de Petróleo, no Rio de Janeiro

Carine Corrêa

Apesar do aumento vertiginoso da frota de veículos no Brasil (estimada em cerca de 36 milhões de veículos, incluindo automóveis, veículos comerciais leves, ônibus, caminhões e motocicletas), o nível de emissões de gases poluentes tem caído no País. Os dados são do 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, lançado hoje (25/3) na sede da Agência Nacional de Petróleo, no Rio de Janeiro.

O documento indica que o setor de transportes é o que mais causa impactos na qualidade do ar, e a modalidade dos rodoviários é responsável por 90% das emissões de gases poluentes e de CO2. Presente ao evento, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, explicou que o documento foi feito por várias entidades do setor e que vai orientar políticas públicas destinadas à melhoria da qualidade do ar.

Ele ressaltou a importância da diversificação do setor de transportes no Brasil, por meio da implementação de metrôs - que devem ser integrados aos ônibus -, bem como de ferrovias e hidrovias. "Isso vai ser bom para o meio ambiente e para a economia, uma vez que vai reduzir, por exemplo, o valor do transporte de grãos", avaliou.

De acordo com o ministro, os usuários e consumidores têm um papel a desempenhar nesse processo. "Eles podem escolher veículos menos poluentes, utilizar transportes alternativos e exigir dos governantes medidas efetivas para um transporte integrado nas grandes cidades", disse, citando como exemplo o portal Nota Verde, presente no site do Ibama, que permite a avaliação das características e níveis de emissão de diferentes modelos de veículos.

Dados do inventário revelam que o transporte de passageiros individuais emite 40 vezes mais poluentes do que o transporte público na condução do mesmo número de pessoas. Minc acredita que a "falência" no setor do transporte público e as tarifas elevadas são as causas disso.

O ministro também fez um alerta em relação ao aumento da frota de motocicletas no País, indicado no documento. A projeção realizada pelo inventário é de que, até 2020, o número chegue a 20 milhões de motos, em contraponto aos sete milhões registrados em 2008.

Segundo o gerente de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Rudolf Noronha, a redução do nível de gases poluentes demonstra o sucesso dos programas de controle de poluição veicular que vêm sendo implementados pelo governo.

Ele explica que, quando se produz um inventário, é os problemas são identificados e quantificados, e que o documento contribui também para embasar cientificamente as políticas ambientais que têm como objetivo garantir a qualidade do ar.

Gases poluentes - O levantamento apresenta as emissões dos poluentes regulamentados pelo Programa de Controle da Poluição por Veículos (Proconve): monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (Nox), hidrocarbonetos não-metano (NMHC), aldeídos (RHCO), material particulado (MP) e emissões evaporativas, além de gases do efeito estufa, como dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4).

O documento revela também as contribuições relativas das frotas de automóveis, veículos comerciais leves, ônibus, caminhões e motocicletas, e como as diferentes fases do Proconve, em vigor desde 1986, influenciaram e ainda podem influenciar esse cenário.

Soluções - As soluções apontadas são a melhoria da qualidade dos combustíveis; o aumento do biodiesel na composição do diesel; a melhoria tecnológica e a renovação das frotas; a implementação de um sistema de transportes integrados e menos focados no setor rodoviário; a gestão eficiente do transporte público; e investimentos na estrutura de circulação do trânsito.

A secretária de Mudanças Climáticas do MMA, Suzana Khan, disse que o inventário é o ponto de partida do Plano Nacional de Qualidade do Ar, que vai contribuir para o alcance das metas estipuladas no Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Ela acrescentou que ainda há um número expressivo de veículos antigos no Brasil, e que há a expectativa de que, até 2015, ocorra um percentual maior de veículos adaptados para emitir menos gases.

A frota antiga chega a emitir cerca de 150 vezes mais poluentes que os novos modelos lançados no mercado. Para se ter uma ideia, veículos antigos podem emitir até 58g de poluentes na atmosfera, contra os 0,3g emitidos pela novos modelos. A regulamentação brasileira permite uma descarga de até 0,5g.

Carlos Minc informou que o governo estuda a possibilidade de anunciar, nos próximos meses, um aumento da proporção do biodiesel no diesel, com a utilização do B-10 e do B-15 (10% e 15%, respectivamente, do biodiesel na composição daquele combustível).

Portaria - Na solenidade, o ministro também assinou uma portaria que vai prorrogar as atividades do Grupo de Trabalho (GT) responsável pela elaboração do Inventário Nacional. O GT foi formado por oito instituições: MMA, Ibama, Agência Nacional de Petróleo (ANP), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Petrobras, Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).

As entidades terão até dezembro deste ano para elaborar os inventários e os detalhamentos das composições das emissões de poluentes das 10 maiores regiões metropolitanas do País: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém.

Na ocasião, o ministro nomeou ainda os novos integrantes da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Proconve (CAP), que será coordenada pelo MMA e terá a participação de representantes dos ministérios de Minas e Energia e da Saúde, de instituições públicas e privadas e de organizações não-governamentais.

Pronar - O Programa Nacional de Qualidade do Ar (Pronar) foi criado pela Resolução nº 5 do Conama, em 1989, e já determinava à época a elaboração de um inventário e de um Programa Nacional de Inventários de Fontes Poluidoras do Ar, tanto de fontes móveis quanto fixas.

Foi criado então um grupo de trabalho com as oito entidades, que desenharam um método de elaboração do inventário. Também foram convidados para os debates representantes de outras instituições, como o Denatran. "A experiência resultou na elaboração de uma fórmula extremamente complexa que revela a emissão de todos os poluentes", explica Rudolf Noronha.

Frota brasileira estimada no inventário:

- automóveis: 21, 140 milhões
- veículos comerciais leves: 4,336 milhões
- caminhões: 1,743 milhão
- ônibus: 315 mil
- motocicletas: 9,222 milhões

Veja a apresentação do primeiro Inventário de Emissões Veiculares

Fonte: MMA / cepambiental.
Pesquisa: Portal do Meio Amiente.

terça-feira, 23 de março de 2010

Empresa californiana promete transformar CO2 em material de construção



Fabiano Ávila

Em mais uma tecnologia que pretende capturar e armazenar carbono (CCS), a empresa Calera afirma ter desenvolvido um processo que transforma o dióxido de carbono (CO2) em uma espécie de cimento para a construção civil.

Segundo Brent Constantz, fundador da Calera, a idéia para a tecnologia surgiu da observação dos corais do Caribe que utilizam o CO2 nos seus esqueletos.

A empresa se nega a divulgar maiores detalhes do processo, mas afirma que ele combina o CO2 com água do mar, que contém cálcio, magnésio e oxigênio. Assim, obtém o carbonato de cálcio ou o carbonato de magnésio, os quais são utilizados para a produção do cimento ou agregado.

A Calera pretende misturar o seu produto com cimento convencional para torná-lo mais atrativo para os consumidores. A intenção é vender o “cimento de CO2” para a construção de pavimentos.

A invenção já ganhou destaque na imprensa, sendo motivo para uma reportagem no New York Times. Porém ainda existe muito ceticismo por parte da comunidade científica.

“Eu acho que só vão acreditar em nós quando estivermos em completa operação”, resumiu Constantz.


Fonte: Carbono Brasil / The New York Times.
Pesquisa: Portal do Meio Ambiente.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Convite!!

O NUGEA - Núcleo de Gestão e Estudos Ambientais - da Unifor convida a todos para o lançamento do Projeto da Fábrica de Sabão na Comunidade do Dendê. O evento acontecerá dia 22.03.10 (segunda-feira), às 9h, no auditório A3 (UNIFOR). O Projeto tem como objetivo a coleta do óleo dos restaurantes e lanchonetes da Universidade na transformação em sabão e detergentes.

terça-feira, 2 de março de 2010

Telhado à base de PET

As famigeradas garrafas PET costumam permanecer centenas de anos na natureza após o descarte. Isso significa, entre muitos outros impactos ambientais, a redução na vida útil de aterros sanitários e a contaminação de lençóis freáticos, rios e redes de esgoto. O que pouca gente sabe é que há soluções para reintegrar a matéria-prima à linha de produção, algo capaz de reduzir o desmatamento e a emissão de gases do efeito estufa.
Uma delas foi desenvolvida há menos de dois anos pela Telhas Leve, empresa com sede em Manaus (AM) e responsável por uma rede de revendedores em todo o país. São telhados feitos a partir das garrafas de água mineral e refrigerante.



A firma, criada em 1997 por Luiz Antônio Pereira Formariz e alguns sócios, começou a fabricar telhas em polipropileno. Mas, tempos depois, decidiu optar pelo material de plástico abundante no lixo doméstico e rico em qualidades. “O PET é a resina com maior durabilidade, tem uma vida útil muito longa. Além disso, trata-se de produto nobre. Como consumimos o líquido que vem em seu interior, nunca passou pelo processo de reciclagem. É virgem”, explica.


O processo para desenvolver a tecnologia capaz de transformar garrafas de plástico em telhas seguras não foi simples, mas teve o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Telhas Leve se inscreveu, em 2009, no edital do Programa de Apoio à Pesquisa em Micro e Pequenas Empresas, iniciativa pública que conta com investimentos totais na casa de 6 milhões de reais para o Amazonas. O resultado não poderia ser melhor: cerca de 150 mil reais de incentivo do governo no caixa da firma para estudos e testes.



“Acho a ideia da Telhas Leve muito interessante, porque trata-se de uma matéria-prima que se joga no lixo e, por exemplo, atravanca os igarapés de Manaus. Além disso, o baixo custo na sua aquisição tem reflexo no produto final. O retorno que temos é social, lá na frente”, garante Odenildo Sena, diretor presidente da Fapeam.


Atualmente, a empresa tem 28 funcionários fixos e capacidade para reciclar 24 toneladas de garrafas PET por dia. A oferta não é totalmente satisfeita porque só é possível conseguir por mês, em média, 80 toneladas do material em Manaus. O ciclo não é muito complicado: Luiz Antônio recebe o plástico na sede da Telhas Leve de, mais ou menos, cem cooperativas, muitas vezes prensado e sujo. Paga-se 800 reais por tonelada. Em seguida, o material é lavado duas vezes e transformado em espécies de flakes dentro de um moinho (pequenos pedaços que, unidos, formarão a telha). Nenhum processo é manual, a não ser a separação inicial do que chega à fábrica. Ao todo, cerca de 400 pessoas participam do trabalho, desde a coleta até a confecção final. “Depois, são mais dois processos de lavagem, um de separação dos rótulos, tampas e outras impurezas, nova lavagem e secagem. Neste ponto podemos armazenar e transformar em telha. Ao todo, temos potencial para produzir 10 mil metros quadrados do produto por mês”, assegura Formariz.


Similar à telha de barro, a feita com garrafas PET é um pouco mais cara: o metro quadrado custa 36 reais, enquanto a tradicional é adquirida por 19 reais na capital do Amazonas. O peso, no entanto, começa a dar uma boa diferença entre as duas. Enquanto a telha de plástico tem 5,8 quilos, a outra chega a 60 quilos. Por isso, o custo da estrutura de uma telha de barro gira em torno de 65 a 70 reais por metro quadrado. A daquela encontrada na Telhas Leve, porém, não passa de 15 reais. Uma casa popular média necessita de 55 a 60 metros quadrados do produto.


Uma das maiores necessidades vistas pela equipe da empresa era saber qual a vida útil da telha oferecida. Para tanto, pediram ajuda ao departamento de engenharia de materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo. Apesar de não serem 100% conclusivas, as respostas foram satisfatórias. “A máquina que temos aqui simula e acelera o envelhecimento. Em princípio, todos os plásticos sofrem perda de composição devido à ação de intempéries. A expectativa era de que ela durasse por volta de 50 anos, mas não chega a tanto. É possível fazer com que demore mais, com tratamentos especiais à base de resina de poliuretano, por exemplo”, afirma o professor Elias Hage, um dos responsáveis pelo estudo.


Entre as principais características das telhas plásticas estão a resistência ao ressecamento e a fixação através de abraçadeiras de nylons especiais, o que protege contra ventos fortes. Além disso, a inclusão de aditivos anti-raios ultra violeta (uv) permite maior combate à radiação solar. O principal, no entanto, é que utiliza um terço da matéria-prima necessária à fabricação das telhas de barro e não há desmatamento de florestas ou queima da lenha nos fornos. A telha utiliza um terço da matéria-prima necessária à fabricação das telhas de barro e não há desmatamento de florestas ou queima da lenha nos fornos.


Serviço:
Telhas Leve Manaus
92. 36317562/ 32382471/ 91228338
leve@telhasleve.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
www.telhasleve.com.br


Fonte: O Eco.
Pesquisa: Portal do Meio Ambiente.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010

Inovação- Curitiba sedia Conferência Internacional de Cidades Inovadoras

Promovida pelo Sistema Fiep, a CICI2010 trará mais de 80 especialistas nacionais e internacionais para debater soluções que promovam a sustentabilidade e a prosperidade econômica e social nas cidades

Entre os dias 10 e 13 de março, Curitiba receberá mais de 80 especialistas de todo o mundo que irão debater caminhos para a construção de realidades urbanas mais inovadoras, prósperas e humanizadas. Uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010) trará experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, entre outras, que transformaram cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.


Entre os nomes de peso que participarão da conferência estão Steve Johnson (EUA), autor de seis best-sellers que influenciaram desde ações de planejamento urbano até a luta contra o terrorismo; Pierre Lévy (Canadá), filósofo que estuda o conceito de inteligência coletiva; Marc Giget (França), diretor-fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e Inovação; Jaime Lerner (Brasil), arquiteto e urbanista, ex-prefeito de Curitiba; Jeff Olson (EUA), arquiteto e urbanista envolvido em projetos que contemplam espaços verdes e meios de transporte alternativos; Marc Weiss (EUA), presidente do Global Urban Development e líder do projeto Climate Prosperity; Clay Shirk (EUA), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University; e o arquiteto Mitsuru Senda (Japão). A lista completa e o currículo dos palestrantes estão no site www.cici2010.org.br.

Representantes de mais de 50 cidades, de todos os continentes, já confirmaram presença na CICI2010. O evento acontecerá dentro da área de mais de 80 mil metros quadrados do Cietep, sede da Fiep no Jardim Botânico que tem localização estratégica, com acesso fácil e rápido ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e a apenas 5 quilômetros do centro de Curitiba. São esperados cerca de 1.500 inscritos, que participarão de uma série de atividades durante os quatro dias da conferência.

“A inovação é o único caminho para construirmos uma sociedade sustentável. E para que as empresas brasileiras e todo o País inovem é preciso, antes de tudo, que nossas cidades sejam inovadoras”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. “A CICI2010 será uma grande oportunidade para que possamos pôr nossas cidades definitivamente na rota da inovação”, acrescenta.

Copromovida pelas prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Bengaluru (Índia) e Austin (Estados Unido s) e com apoio institucional das Nações Unidas, a conferência é dirigida a empresários, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e interessados em inovação. O evento está dividido em quatro grandes temas: “O reflorescimento das cidades”, com experiências de inovações sociais e tecnológicas para a construção de um novo ambiente urbano; “A reinvenção do governo a partir das cidades”, que trará inovações em gestão e experiências de inovações políticas e da cidade como sistema vivo; “A governança do desenvolvimento nas cidades”, uma mostra de experiências de inovações para o desenvolvimento local e apresentação de experiências de inovações para a sustentabilidade; e “Cidade-rede e redes de cidades”, que servirá para a formação do núcleo da Rede de Cidades Inovadoras.

Paralelamente à CICI2010 serão realizados outros eventos integrados, como a Conferência Internacional sobre Redes Sociais, o 1º Encontro Internacional de Cidades de Médio Porte e o 2º Encontro de Governos Locais da Índia, Brasil e África do Sul. E será lançado o projeto “Curitiba, Cidade Inovadora 2030”, que visa transformar a cidade e sua região metropolitana em um espaço propício à inovação, à educação e ao surgimento de uma indústria mais sustentável.

Inscrições – As inscrições para a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras podem ser feitas pelo site www.cici2010.org.br. Até 21 de fevereiro, o pacote completo para acompanhar o evento, com acesso liberado a toda a programação da conferência, tem preço promocional de R$ 440,00. Estudantes têm 50% de desconto. Também é possível adquirir pacotes menores, para acompanhar uma ou mais conferências da noite, onde estarão alguns dos principais palestrantes da CICI2010. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou depósito bancário.

Apoio: Planeta Voluntários

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010

Saiba mais: www.cici2010.org.br
Curitiba/ Paraná/ Brasil

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Bueiro inteligente que filtra mau cheiro é criado via 'open innovation'


Por Alexandre Spatuzza

O professor de matemática Walton Filho criou uma tampa de bueiro com vazão seletiva que filtra o mau cheiro e facilita a limpeza pública. O artefato está sendo produzido pela Plastpur, em Osasco, e vendido a prefeituras.

Toda inovação tem uma história por trás. A da tampa de bueiro inteligente e removível não é diferente. Ela surgiu antes de 2007, num restaurante na cidade de São Paulo que foi invadido pelo mau cheiro do esgoto.

Anos depois, este mal-estar levou à criação da peça que não só começa a ser comercializada pela Plastpur para prefeituras, mas também abriu os olhos dos sócios para o setor de saneamento básico, que está em franco crescimento no país.

"Nosso 'professor pardal', o Walton trouxe a ideia e vimos o potencial", lembrou Mário Beraldo, diretor comercial e sócio da Plastpur, localizada em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. "Ele estava almoçando com família e percebeu o mau cheiro, o que o levou a pesquisar uma solução."

A ideia original era apenas selar os bueiros para evitar a exalação do mau-cheiro, mas acabou numa solução que facilita a limpeza pública e pode até controlar pestes como ratos e baratas.

Por meio de uma 'bandeja' que sela o bueiro com uma mola, os detritos da rua são coletados e podem ser mais facilmente limpos pelas equipes de manutenção das galerias do poder público que simplesmente removem e recolocam o artefato.

"Os testes que fizemos mostraram que se economiza tempo e esforço também," explicou. "Cai de tudo neste bueiro inteligente, como bituca de cigarros e folhas, mas o importante é que se ele não for limpo ele abre para deixar passar a água da chuva se houver uma precipitação forte".

Walton, professor de matemática, levou a ideia no papel para Plastpur, que produz artefatos de poliuretano como cabeceira de camas para hospitais e produtos especializados. Com investimentos de R$50 mil, vários protótipos foram feitos, inclusive de fibra de vidro. Mas depois escolherem o poliuretano reforçado de fibra para o produto final.

Após esta etapa, a empresa de 15 funcionários começou a fazer moldes e adequar a linha de produção. No total, foram R$150 mil investidos, inclusive pagamento de royalties para Walton Filho, que é quem detém a patente do produto.

A inovação faz parte da empresa que, após 15 anos de existência, começa a se voltar para o mercado de saneamento básico com investimentos próprios para desenhar novos produtos e adequar a linha de produção.

"O melhor jeito de inovar é conversando com o público e o melhor lugar para isso é participando de feiras e congressos," disse Belardo.

Mas é um processo demorado. Se a tampa de bueiro levou mais de dois anos para sair do papel, a próxima inovação, que deve chegar ao mercado no segundo semestre, está sendo desenvolvida em mais de meia década e investimentos de R$300 mil.

"Meu sócio teve a ideia deste novo produto em 2002 e só agora começa a passar por testes de hidrólise e resistência," disse Belardo explicando que não poderia revelar qual era a novidade por razões estratégicas.

Além disso, aberta a novas ideias de terceiros, a empresa espera a conclusão de pesquisa do próprio professor Walton para um novo processo de limpeza de esgoto.

"Ele ainda não revelou exatamente como funcionará, mas vamos esperar ele apresentar", disse.


Fonte: Revista Sustentabilidade.

Pesquisa: Portal do Meio Ambiente.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Brasil aumentou em 77% capacidade de geração de energia eólica


Por Vítor Abdala

A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009, em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter uma capacidade instalada de 606 megawatts (MW), contra os 341 MW de 2008.

Os dados, divulgados quarta-feira (3/2) pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial: 31%.

O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos, que teve aumento de 39%, o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%.

O Brasil também cresceu menos do que a média da América Latina, cujo aumento foi de 95%, puxado, em grande parte, pelas expansões de capacidade do México (137%), Chile (740%), da Costa Rica (67%) e Nicarágua (que saiu de zero para 40 MW).

De acordo com a pesquisa, a capacidade da América Latina passou de 653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW), enquanto a capacidade do mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em termos absolutos, os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW.

O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o desenvolvimento do parque eólico do país só não é maior porque o Brasil tem muita capacidade hidrelétrica instalada e potencial.

Segundo ele, apesar disso, o Brasil tem ainda muito terreno para crescer na energia eólica. “A energia eólica é importante, porque ela é complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez mais controlado”, disse Perrelli.

De acordo com a ABEEólica, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer ainda mais nos próximos anos. Isso porque um leilão realizado no ano passado comercializou 1.805 MW, que devem ser entregues até 2012. (Edição: Lana Cristina)

Fonte: Envolverde / Agência Brasil.

Google Street View capta imagem de crime ambiental no Canadá

Câmeras do Google Street View captaram a imagem de três criminosos ambientais em ação na cidade de Vancouver, no Canadá.

Segundo o site da revista Wired, o veículo do Google - no qual a câmera é acoplada e faz imagens em 360º - estava passando pela vizinhança quando registrou o derrubamento de árvores em um local da cidade, além de um homem com tocos de árvore recém-cortados.

As imagens, feitas em maio, vazaram na semana passada.

De acordo com a "Wired", a proprietária Margaret Burnyeat contratou uma companhia para remoção de 23 cedros, ciprestes e outras árvores do local. Vizinhos avisaram a polícia, que encontrou alguns pedaços de tronco que ainda não haviam sido removidos.

As autoridades disseram que não têm certeza se ou como usarão as imagens no processo.

"Nosso departamento legal está ciente disso. Como eles vão usar a evidência, não estou tão certo. Mas se trata de uma nova dimensão interessante, talvez, de evidência legal", disse uma porta-voz da cidade.

A propriedade havia sido listada como à venda em setembro, por US$ 1,64 milhões, com a observação sobre a inexistência de grande quantidade de "árvores grandes". Burnyeat, sua filha e três dos trabalhadores contratados vão ser acusados de violação das leis da cidade.

"Ironicamente, autoridades canadenses tiveram resistência à presença das câmeras controversas do Google nas ruas. A companhia lançou o seu Street View em partes dos EUA e do Canadá em 2007, e desde então expandiu o serviço para 12 países", observa o site.


(Fonte: Folha Online)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Telhados brancos reduzem temperatura de cidades, demonstra simulação

Pintar de branco os telhados e lajes de edifícios pode reduzir significativamente a temperatura de cidades e mitigar alguns impactos do aquecimento global.

A conclusão é de cientistas do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos (NCAR, na sigla em inglês).

No estudo, modelos computacionais simularam os impactos de coberturas brancas na temperatura de áreas urbanas. O secretário (equivalente a ministro) de energia dos EUA, Steven Chu , já defendeu o recurso como uma importante ferramenta para ajudar a sociedade a ajustar-se à mudança climática.

“Nossa pesquisa demonstra que telhados brancos, ao menos em teoria, podem ser um método efetivo na redução do calor urbano”, disse Keith Oleson, principal autor do estudo, que será publicado no periódico especializado “Geophysical Research Letters”.

Vias asfaltadas, pavimentos cobertos por resinas impermeabilizantes e outras “superfícies artificiais” absorvem calor, elevando as temperaturas nas cidades entre 1°C e 3°C em relação às áreas circundantes não urbanizadas.

As simulações de Oleson e equipe indicam uma redução de 33% da temperatura com todas as coberturas possíveis e imagináveis pintadas de branco.

Mas não é para sair pintando tudo: dependendo do clima local, habitantes de cidades mais frescas aumentariam o consumo de energia para aquecimento de ambientes internos. Sistemas de condicionamento de ar que usam gás ou carvão (combustíveis fósseis vilões do aquecimento global) tornariam todo o esforço absolutamente inútil.

O modelo computacional desenvolvido por Oleson avalia o impacto de fatores como a influência de telhados, paredes e áreas verdes nas temperaturas locais. Mas o sistema ainda não é capaz de replicar arquitetura, plano urbanístico etc. de cidades específicas. Em vez disso, foram criadas metrópoles abstratas, com diversos parâmetros de densidade populacional e padrões de uso do solo.

“É fundamental compreender como a mudança climática vai afetar áreas urbanas vulneráveis, o lar da maior parte da população mundial”, afirmou Gordon Bonan, coautor do estudo.


(Fonte: G1).

Pesquisa: Portal do Meio Ambiente.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mais uma ação contra o meio ambiente: mineração em Unidades de Conservação

Os setores econômicos responsáveis pelos ataques ao meio ambiente não desistem. Não bastam as catástrofes que acontecem em larga escala em todo o país. Para alimentar a ganância por mais riqueza usam os mais variados argumentos. Querem justificar o injustificável. Agora pretendem legalizar a mineração em Unidades de Conservação.

A existência da UC tem por finalidade assegurar a manutenção da diversidade biológica, genética, proteger as espécies ameaçadas de extinção, preservar e restaurar o ecossistema natural e promover o desenvolvimento sustentável, protegendo os recursos hídricos, a flora, a fauna e os recursos naturais necessários a subsistência das populações tradicionais. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), criado em julho de 2000, ordenou em todos os níveis da federação essa ação.

Isso não tem impedido os ataques e tentativas dos setores econômicos ligados à mineração a atacarem, utilizando-se de todos os meios, a legislação e as UCs. As UCs da Amazônia exploradas ou pesquisadas pelas empresas mineradoras sofrem inúmeras alterações, devido à emissão de resíduos gasosos, líquidos e sólidos, o transporte de cargas pesadas de minérios e equipamentos, acampamentos, abertura de picadas e estradas, depósitos de rejeitos, explosões, supressão de cobertura vegetal e inúmeras ações agredindo a legislação, a natureza e as populações dessas regiões. Depois de extraírem o minério deixam apenas os buracos, os danos ambientais e a população mais pobre do que antes da chegada dessas empresas a esses locais dentro das Unidades de Conservação.

Para completar a agressão, o deputado federal Antônio Feijão (PSDB-AP) apresentou no final de 2009 um projeto de lei visando alterar a legislação das UCs. Pelo projeto torna-se permitido a exploração mineral nas unidades de uso sustentável. Chega a afirmar em sua proposta o “reconhecimento do Estado poder acessar suas próprias riquezas em detrimento do desenvolvimento includente, através do uso dos recursos minerais em unidades de conservação”. Isso mostra claramente que pretendem aprofundar a exploração e destruição ambiental à custa do aumento da exclusão social e dos danos ambientais.

As entidades signatárias repudiam mais essa ação dos principais responsáveis pelo fosso que há na sociedade brasileira, quando uma minoria, para aumentar suas riquezas, não respeita a vida nem o meio ambiente, apesar de todas as mazelas que isso vem provocando, o que coloca em risco não apenas a existência das UCs, mas a vida humana e do planeta.


Brasília, 25 de janeiro de 2010



- Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - Apremavi
- Associação Alternativa Terrazul
- FASE
- Fórum Carajás
- Fundação Vitória Amazônica
- Grupo Ambientalista da Bahia - Gambá
- Instituto Socioambiental - ISA
- Kanindé - Associação de Defesa Etnoambiental
- Grupo de Trabalho Amazônico – GTA
- Rede Ambiental do Piauí - REAPI
- Rede Brasileira de Ecossocialistas
- Rede Mata Atlântica – RMA
- Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz


Fonte: MST.

Pesquisa: Portal do Meio Ambiente.


Lixo vindo do mar cobre praia de ilha inabitada em Hong Kong

Isqueiros, seringas e agulhas usadas, garrafas pet e resíduos de plástico chegaram à ilha trazidos pelo mar

Efe

HONG KONG - Resíduos de plástico, vidros e até seringas e agulhas usadas cobrem uma praia da ilha de Sokos, em Hong Kong. Segundo as autoridades do país, o lixo chegou à ilha carregado pelo mar.


Nico Zurcher, especialista em qualidade da água marinha,
exibe resíduos plásticos achados na praia

Sokos é uma ilha inabitada de Hong Kong que recebe poucas visitas durante o ano. As autoridades do país já mobilizaram uma operação de limpeza da praia.

Toneladas de lixo proveniente do mar cobrem a praia
da ilha de Sokos, em Hong Kong


Fonte: Estadão Online Ambiente.
Pesquisa: Portal do Meio Ambiente.

Esgoto substitui adubo e aumenta produção de madeira de eucaliptos

Felipe Maeda Camargo

O lodo de esgoto, em uma dose de 7,7 toneladas por hectare, aumenta em 8% o volume de madeira com casca no cultivo de eucalipto em relação ao uso somente de adubos minerais.

Esse foi um dos principais resultados que a engenheira agrônoma Lúcia Pittol Firme constatou em sua tese de doutorado, que faz parte de um experimento realizado pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

Menos adubos por hectare

No tratamento com adubo mineral de modo convencional, com aplicação de 84 quilos (kg) por hectare de fósforo e 142 kg por hectare de nitrogênio, o volume de madeira obtido foi de 150 metros cúbicos (m³) por hectare.

Já com a aplicação de 7,7 toneladas por hectare de lodo e 28 kg por hectare de fósforo, sem adição de nitrogênio, foi estimado um volume de madeira de 162 m³ por hectare.

Além de aumentar a produtividade, a aplicação de lodo nessa dose permite reduzir o uso de adubos de nitrogênio e fosfato em, respectivamente, 100% e 66%.

Minerais nas plantas

Além disso, se observou que, conforme se aumentava a dose de lodo, também crescia a quantidade de minerais, como ferro, cobre, zinco e magnésio. A quantidade desses elementos aumentava tanto no solo como na biomassa total da planta, que é composta por lenha, folha, casco e galho.

Apesar disso, Lúcia afirma que o lodo não possui todos os minerais necessários para a adubação. Por exemplo, no experimento, devido ao baixo teor de potássio no lodo, foi aplicado 175 kg por hectare desse mineral. Em compensação, a pesquisadora diz que o lodo não causou a contaminação do sistema solo-planta.

Adubo de lodo

Com parceria da Suzano Papel e Celulose, empresa de base florestal, o experimento foi conduzido em área comercial da empresa, em Itatinga (SP). Para verificar os efeitos do lodo de esgoto, Lúcia preparou quatro doses diferentes para lodo, quatro para nitrogênio e quatro para fósforo. "Primeiro aplicamos o lodo sozinho. Depois, para cada tratamento foi aplicada uma quantidade de fosfato e nitrogênio", explica Lúcia.

Da combinação das doses de cada um desses componentes do experimento, se obteve 64 tratamentos. Houve ainda uma repetição da aplicação das combinações para verificação dos dados, somando 128 tratamentos.

Feitas as aplicações das doses, após 43 meses do plantio, Lúcia coletou os dados. No final, se chegou à quantidade de 7,7 toneladas por hectare como dose ideal do lodo.

Segundo Lúcia, foi estabelecida essa quantidade não somente pela produtividade, mas também porque é a dose que contém a quantidade limite de nitrogênio (de 142 kg por hectare), de acordo com o critério estabelecido pela resolução 375 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) do Ministério do Meio Ambiente.

Vantagens e desvantagens

Lúcia lista alguns benefícios da aplicação de lodo de esgoto. Ela destaca o aumento na produtividade e diminuição dos custos, visto que a utilização do lodo não é cara e, com ele, se usa menos adubos minerais, que têm um preço elevado.

Porém, dependendo da origem do lodo, ele pode conter metais pesados, resíduos orgânicos tóxicos e outros componentes danosos à produção agrícola e à saúde humana.

No caso do experimento, foi utilizado lodo de esgoto da Estação de Tratamento de Jundiaí (SP). O professor acredita que a utilização do lodo como adubo depende do município de origem e, principalmente, do tratamento que teve: "Com tratamento adequado, (o lodo) poderá ter um aproveitamento na agricultura".


Fonte: Inovação Tecnológica / Agância USP.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Satélite que enxerga através das nuvens é nova arma contra o desmatamento

Para monitorar o desmatamento da Amazônia, o Brasil começou a usar as imagens de um satélite japonês que permite enxergar através das nuvens. Até então a cobertura de nuvens sempre foi um problema, já que a região da maior floresta tropical do mundo comumente está nublada. Na época de chuvas, certas áreas ficavam sem poder ser monitoradas durante mais da metade do ano.

O satélite japonês Alos, que fica a cerca de 700 km de altitude, emite sinais de micro-ondas que são refletidas no solo e voltam para o espaço. O sinal captado pelo aparelho é então enviado para uma base nos arredores de Tóquio, onde as informações são processadas em supercomputadores.

Oito agentes de fiscalização brasileiros estão no Japão recebendo treinamento para usar as imagens do Alos. Novas áreas de desmatamento que surgiram no final do ano passado já foram detectadas e enviadas para o Brasil. As imagens japonesas, além de indicarem os pontos de devastação e a melhor maneira de a fiscalização chegar até eles, servirão como prova contra desmatadores ilegais nos tribunais.

(Fonte: Globo Amazônia)

Petrobras amplia fornecimento de diesel menos poluente

A Petrobras ampliou este mês o fornecimento do diesel S-50 (com 50 partes por milhão de enxofre – ppm) para as frotas cativas de ônibus urbanos de Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e região metropolitana da cidade de São Paulo, reduzindo, dessa forma, a emissão de material particulado no meio ambiente.

O fornecimento do diesel S-50 teve início em janeiro do ano passado, inicialmente para as frotas cativas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Em maio de 2009, as regiões metropolitanas de Fortaleza, Recife e Belém iniciaram a comercialização do diesel S-50 para todos os veículos a diesel. Os ônibus urbanos de Curitiba são abastecidos pelo novo combustível desde agosto de 2009.

A distribuição do diesel S-50 atende ao cronograma estabelecido pelo acordo firmado entre a Petrobras, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério do Meio Ambiente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Instituto do Meio Ambiente e o Ministério Público Federal. A parceria foi firmada sob a orientação do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo a Petrobras, a partir de janeiro de 2011 o diesel S-50 substituirá o S-500 também nas frotas cativas de ônibus das regiões metropolitanas dos estados de São Paulo (Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos) e do Rio de Janeiro. Pelo cronograma, em janeiro de 2013 a empresa disponibilizará para os veículos novos um óleo diesel comercial com 10 ppm de enxofre.

Em nota divulgada na noite de segunda-feira (24), a estatal informa que de 2000 a 2008 foram investidos US$ 2,9 bilhões em unidades de hidrotratamento – tecnologia necessária para que as refinarias produzam o diesel S-50. Até 2013, a empresa terá investido mais US$ 6 bilhões em novas unidades para a produção do diesel S-50 e do S-10.

(Fonte: Agência Brasil)