quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Um dos prédios mais altos do mundo vai virar ‘verde’

Um dos edifícios mais altos do mundo – o Taipei 101, com 509 metros de altura e 101 andares – deve passar por uma extensa reforma no valor de US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 3,09 mi), para se tornar o arranha céu ecológico mais alto do mundo.


Edifício deve se tornar arranha-céu ecológico mais alto do mundo.

A administração do prédio, um marco de Taiwan, espera receber um certificado do programa americano Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente (LEED, na sigla em inglês), o maior programa de certificados deste tipo e também o que mais cresce.

A corporação financeira de Taiwan, proprietária do prédio, anunciou o investimento nos próximos 18 meses para cortar o uso de energia e de água e diminuir as emissões de carbono em até 10%.


Para isso, deverão ser instalados novos e mais eficientes sistemas de energia e encanamento. A administração também pretende encorajar as 10 mil pessoas que trabalham no prédio a reciclar, manter o ar-condicionado a uma temperatura de 26 graus e usar o transporte público.

A administração também vai pedir aos ocupantes que comprem comida nos arredores, para cortar a emissão de carbono das entregas de refeições.

A vice-presidente assistente do Taipei 101, Kathy Yang, disse que o projeto deve gerar uma economia de US$ 615 mil (cerca de R$ 1,06 milhão) por ano e atrair como novos locatários empresas que desejam ser ambientalmente responsáveis.

“É realmente importante para a indústria da construção olhar para a questão ambiental, levá-la a sério”, disse Yang. “Então, queremos mostrar para o mundo que mesmo um edifício alto como o nosso pode começar a fazer isso, que podemos fazer o melhor para nos tornar um edifício ‘verde’.”

Como se fossem cidades verticais, os arranha-céus do mundo estão entre alguns dos maiores poluidores em zonas urbanas.

Construído em 2004, o Taipei 101 já foi projetado com algumas características de respeito ao meio-ambiente. O prédio coleta água da chuva, que é usada nas descargas e para regar seu jardim, e suas janelas, de duas folhas de vidro, ajudam a evitar que o calor do exterior entre no edifício.

Há cerca de 3.500 prédios em todo o mundo com certificado de ambientalmente responsável, mas a administração do Taipei 101 espera que ele seja o primeiro arranha-céu a obter o documento.


Fonte: BBC Brasil.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Video-aula sobre Direito Ambiental

A TV Justiça, através do programa Saber Direito, traz diversas vídeo-aulas relacionadas ao mundo do Direito. Estou postando aqui, a primeira aula do módulo sobre Direito Ambiental. O restante dos vídeos do módulo estão no Youtube.



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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Supercomputadores resolvem controvérsia sobre previsões climáticas

Seth Bell - iSGTW


A Camada Limite Atmosférica é a camada mais baixa da atmosfera, a parte na qual vivemos. Sua altura varia ao longo do dia, de algumas centenas de metros no início da manhã até um quilômetro ou mais no final da tarde, com relação ao nível do solo. [Imagem: UCAR]

Camada Limite da Atmosfera

Os cientistas que tentam desenvolver modelos para a previsão do tempo, da qualidade do ar e das alterações do clima, sempre se depararam com um problema fundamental: a chamada Camada Limite Atmosférica (CLA).

A CLA é a camada mais baixa da atmosfera, a parte na qual vivemos. Sua altura varia ao longo do dia, de algumas centenas de metros no início da manhã até um quilômetro ou mais no final da tarde, com relação ao nível do solo.

A Camada Limite Atmosférica tem um grande número de Reynolds - uma medida da turbulência de um sistema - o que significa que o movimento do ar quente que sobe em seu interior é altamente turbulento.

Teorias controversas

Numa tentativa de superar a incerteza que a CLA insere nos modelos climáticos, pesquisadores holandeses, ingleses e norte-americanos se juntaram para construir um novo modelo do comportamento dessa camada vital. Para isso, eles utilizaram uma das maiores redes mundiais de supercomputadores, chamada DEISA (Distributed European Infrastructure for Supercomputing Applications), em um projeto batizado de Pinnacle.

Atualmente há várias teorias que tentam explicar o comportamento da CLA, muitas delas incompatíveis, conflitantes, ou simplesmente controversas. Isto resulta em previsões do tempo e do clima que diferem entre si, reduzindo a taxa de acerto e a credibilidade dos sistemas de previsão como um todo.

"A turbulência na camada limite atmosférica mistura elementos de calor, momento e bioquímicos que se originam na superfície ao longo de toda a camada. Qualquer imprecisão no cálculo da altura da CLA irá resultar em previsões falhas, por exemplo, da temperatura e das concentrações de poluentes," explica o Dr. Harm Jonker, da Universidade de Delft, na Holanda, e coordenador do projeto Pinnacle.

"Para resumir: se um modelo não consegue prever corretamente a altura da camada limite atmosférica, ele não pode fazer nada correto," diz Jonker.

Leis atmosféricas

Os primeiros cálculos feitos na rede de supercomputadores sugerem que as propriedades dos fluidos desempenham um papel muito mais importante na definição da altura da CLA do que qualquer modelo adotado até hoje supunha.

As simulações estão recriando os diferentes experimentos clássicos de laboratório que fundamentam as chamadas "leis da taxa de crescimento da CLA."

"Um dos resultados mais interessantes do projeto é que o experimento que historicamente tem tido mais influência nesse campo estava de fato certo - mas pelas razões erradas," conta Jonker.

"Nesse experimento, o fluido usado era água aquecida em um tanque. Em comparação com a atmosfera, o número de Reynolds era muito baixo; entretanto, em comparação com o fluido da atmosfera - o ar - a condutividade da água também era muito baixa. Nós descobrimos que esses dois elementos efetivamente cancelavam um ao outro, de forma que a lei correta do crescimento atmosférico emergia por uma grande coincidência," explica o pesquisador.

Os cálculos consumiram o equivalente a 1,9 milhão de CPUs/hora, algo muito além da capacidade de qualquer grupo individual de pesquisa, o que exigiu a criação do grupo internacional Pinnacle.


Fonte: Inovação Tecnologica.

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Brasil não seria o mesmo sem a existência do IBAMA


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou a importância do IBAMA para o Brasil, para quem o País não seria o mesmo sem a existência do órgão para combater crimes ambientais, criar unidades de conservação e licenciar empreendimentos, promovendo o desenvolvimento sustentável. O comentário foi feito nesta terça-feira (3/11), durante abertura da Mostra Nacional Ambiental, em comemoração aos 20 anos de criação do Ibama.
Carlos Américo

“Provavelmente a Amazônia estaria a metade dela e na Caatinga não teria restado nada”, ressaltou o ministro ao destacar a atuação dos profissionais do Ibama para a preservação das florestas brasileiras, nas últimas duas décadas.

Minc destacou as parcerias do Instituto com ministérios, Força Nacional, Polícia Federal e órgãos estaduais de meio ambiente, e contou que já participou de mais de 28 operações do órgão, desde quando assumiu o ministério, em maio do ano passado.

Segundo Minc, ao acompanhar as operações pôde ver “como é difícil atuar na ponta”, onde os fiscais precisam enfrentar as dificuldades como falta de equipamento, manutenção, mosquitos e ataques dos que cometem o crime ambiental. Apesar das dificuldades, a atuação do Ibama vai ajudar para que este ano tenha o menor desmatamento na Amazônia dos últimos 20 anos.

Na tenda de bambu, montada na sede do Ibama, em Brasília, Minc anunciou que todos os biomas serão monitorados, o que permitirá que cada um dos ecossistemas tenha metas de redução do desmatamento.

O presidente do IBAMA, Roberto Messias, salientou que agora é hora de olhar para os próximos 20 anos e ver o que se pode fazer para o Ibama continuar sendo uma referência de meio ambiente, melhorando o licenciamento ambiental e reduzindo o desmatamento. Messias ainda falou aos estudantes do Centro de Ensino 2, de Riacho Fundo, que daqui a 20 anos serão eles que atuarão no Ibama para proteger o meio ambiente.

A Exposição - Mostra Nacional Ambiental - Caminhos da Sustentabilidade, montada no IBAMA sede, até sábado (7/11), de 8h30 às 19h30, promove a educação ambiental com jogos, materiais tecnológicos e interativos, que alcançam toda a família.

A mostra começa no Corredor dos sentidos, onde os desenhos de queimadas e lixo no chão mostram como é preciso preservar o meio ambiente. Depois do túnel, equipamentos apreendidos em operações do Ibama estão expostos, como gaiolas de pássaros, redes de pesca, motosserras.

Já na Ecovila há jogos, oficinas, shows, teatro, dança, palestra, projetos e cinema ambiental. A entrada é de graça.


Fonte: MMA / Planeta universitário.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MP pede paralisação de aerogeradores de usinas eólicas

Recurso judicial quer a paralisação de todos os 64 aerogeradores das usinas eólicas, além da não instalação de novas torres

O Ministério Público Federal no Ceará recorreu ao Tribunal Regional Federal, nesta quarta-feira, 28, pedindo não apenas o impedimento da instalação de novos aerogeradores no Estado, mas a imediata paralisação das obras do Parque Eólico de Aracati, de responsabilidade da empresa Bons Ventos Geradora de Energia S/A. Para o MPF, o retorno das atividades do Parque Eólico de Aracati somente poderia ser feito após concluído o Estudo de Impacto Ambiental.

Em 26 de outubro, a Justiça Federal apreciou o pedido do Ministério Público Federal, que foi acatado apenas em parte, sendo determinado à empresa responsável pelo dano ambiental que suspendesse as obras de construção das torres dos aerogeradores cujos procedimentos de implantação ainda não tiveram início - apenas três torres de um total de 67 torres das usinas eólicas. No entanto, para o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior, a decisão foi restritiva e pode causar lesão grave e de difícil reparação aos sítios arqueológicos, nas dunas móveis e fixas, resultando em terraplanagem do local, desmonte de dunas e desmatamento da vegetação protetora do ecossistema.

Fonte: http://opovo.uol.com.br/cidades/923223.html

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Encontro Intercontinental sobre a Natureza

Acontecerá de 09 a 15 de Novembro de 2009, em Fortaleza!

A natureza é uma responsabilidade do povo. Cada cidadão, governante, empresa, nação ou organização internacional deve ter a consciência de que cuidar bem da natureza é ter responsabilidade social e ambiental com as gerações atuais e futuras.

No geral, os congressos técnicos discutem temas específicos inerentes a cada classe e, na maioria das vezes, os dados e as informações circulam num espaço restrito. Consciente da necessidade de um espaço maior onde se possa discutir, planejar e viver o ambiente natural, o Instituto Hidroambiental Águas do Brasil – IHAB realiza nos anos ímpares no Brasil em Fortaleza, o Encontro Intercontinental sobre a Natureza – O2, buscando congregar governantes, empresas públicas e privadas, ONGs, técnicos, cientistas e a comunidade leiga que labuta com meio ambiente no cotidiano, esforçando-se para preservá-la ou recuperá-la, seja para a coexistência diária, seja para as gerações vindouras.

Desta forma, discutir-se-ão diferentes temas como terra, água, floresta (flora e fauna) e ar, procurando mostrar que no centro de tudo e de todos existe um espécime capaz de modificar a natureza, seja para usufruir, degradar, preservar e/ou utilizá-la racionalmente: O HOMEM. Nessa dimensão cuidados especiais deveremos ter para com o hábitat do homem: o Meio Ambiente.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Os Anassés e a siderúrgica

Estou trazendo à tona essa questão devido a instalação da Usina Siderúrgica que deverá ser implantada em São Gonçalo do Amarante, aqui no Ceará. Os investimentos estão na ordem de US$ 700 milhões. Entretanto, o terreno onde se pretende instalar a usina, possui moradores da tribo Anassés que pedem a demarcação de terras no local, um “entrave” para a política desenvolvimentista do estado. Todavia, quero mostrar um ponto de vista diferente do que a maioria das pessoas andam falando por aí.

Toda vez que é tocado no assunto de índios no Brasil, o velho discurso etnocêntrico vem à tona. O argumento que mais ouço, principalmente sobre alguma tribo que tem mais contato com os brancos, é o que diz que eles não são mais índios, que estão misturados demais com os brancos, que vivem como brancos, vestem-se como os brancos e outras coisas mais que, aparentemente, deveriam ser coisas só de brancos. Índio mesmo, para muitas pessoas, é aquele que anda nu, vive isolado nos longíquos labirintos das florestas sem contato algum com os brancos e mora em ocas feitas de palha.

Pois bem, não as culpo de todo, pois essa é a visão que é nos passada na escola. É essa visão que nos é passada em casa. Crescemos e continuamos a repassar essa ideia etnocêntrica para as próximas gerações sem ao menos pararmos para refletir se tal pensamento é realmente válido. E assim, sem refletir e em nome do “progresso” e do “desenvolvimento”, a cada geração, as tribos indígenas e outras etnias continuam a desaparecer juntamente com os nossos biomas. Como argumenta belamente Carlos Walter Porto-Gonçalves (2004),

“não nos surpreendemos, portanto, quando nos vemos diante do triste espetáculo da miséria e devastação, quando tentam nos impor uma lógica única da mercantilização generalizada. Tenta-se dessa forma suprimir as múltiplas visões construídas por diferentes povos, que nos oferecem espetáculo de diversidade cultural proporcionado por uma mesma espécie biológica – a espécie humana -, o que nos faz ver que junto com o aumento da poluição das águas e do ar e da devastação dos solos e das espécies temos a extinção de diferentes povos e culturas. Há autores, como etnobiólogo mexicano Vitor Toledo, que associam as perda da diversidade biológica à diminuição do número de línguas faladas no planeta.”

Os argumentos etnocêntricos que citei acima podem ser facilmente rebatidos. Basta perguntar se uma pessoa deixa de ser cearense se adquirir o hábito japonês de comer sushi. Ou se, na “terra do futebol”, alguém deixa de ser brasileiro por não gostar do esporte. O mesmo acontece com as etnias indígenas. Elas não deixam ser o que são por adquirirem hábitos de outra cultura. A cultura é dinâmica. Ela recria-se através de contatos e trocas com outras culturas. É impossível querer que uma civilização seja a mesma de 500 anos atrás, principalmente, após os bárbaros extermínios e imposições culturais que as diversas etnias foram e são submetidos pelo dito civilizado homem branco.

Infelizmente, devido ao imperialismo – português, inglês, francês e americano - que o Brasil sempre sofreu e nega-se a se libertar, a cultura de fora é sempre mais valorizada do que a nossa própria cultura. Não pecebemos que o nosso valor vem da nossa cultura, e que o Brasil tem o privilégio de possuir diversas, mas que muitos idiotas abrem a boca para falar que nós não temos cultura ou então, faturam alto para empurrar enlatados de outros países. Esses idiotas não entendem que a cultura não se restringe somente à festas e as comidas típicas que aprendemos na escola. A cultura está presente na sua forma de olhar o mundo, na maneira eu que você se senta e anda, na maneira que você olha para outras pessoas, nas representações que criamos do mundo, do conhecimento que criamos do que está ao nosso redor - que infelizmente, na nossa cultura, foi quase que totalmente substituída por uma visão cientificísta de conhecimento. Por isso que a solução para a Siderúrgica não é simplesmente mudar os Anassés para outra localidade. Despreza-se o impacto que haverá sobre a organização social dessa comunidade. Geralmente, estas comunidades estão profundamente ligadas socialmente, religiosamente, politicamente , economicamente, culturalmente e historicamente ao ambiente onde vivem, ao ambiente que construíram. Só para exemplificar o que acontece com a mudança de comunidade, basta ver o que aconteceu com a sociedade da cidade de Jaguaribara, cidade do interior do Ceará, hoje submersa sob Açude do Castanhão. A depressão atingiu a população, várias pessoas morreram, e hoje, na cidade nova, a renda da população vem das aposentadorias e do programa Bolsa Família, bem diferente da renda que vinha do comércio e da agricultura da cidade antiga. Após 10 anos da construção do açude, os benefícios prometidos ainda não chegaram para os habitantes da cidade de Jaguaribara.

Sem dúvidas, é preciso sim, trazer o desenvolvimento para os estados brasileiros. Entretanto, deve se pensar que tipo de desenvolvimento estamos falando. Suplica-se que esse desenvolvimento não seja submetendo as diversas etnias e destruindo florestas, em favor, exclusivamente, da lógica mercantilista.

Essa é mais uma amostra da complexidade do desafio ambiental. Aparentemente, disciplinas que se encontravam separadas, como a Antropologia e a Engenharia, hoje, o desafio ambiental obriga-nos a juntá-las para encontrar a melhor solução para os problemas. Olvida-se que nos relatórios EIA/RIMA deve conter os impactos físicos, biológicos e sociais, não somente isolados, como nas suas múltiplas interações. É uma pena que algumas pessoas ainda não se deram conta disso. Mas o blog está aqui tentando cumprir essa função de alerta.

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