quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Príncipe Charles: homem levou a Terra 'ao limite'

A exploração humana dos recursos da Terra levou o planeta "ao limite", e este chegou a um "ponto crítico", do qual só poderá sair com uma ação global coordenada, advertiu o príncipe Charles, da Inglaterra, nesta terça-feira (15), em Copenhague.

Em discurso na conferência da ONU sobre o clima, o herdeiro da coroa britânica - um comprometido defensor do meio ambiente - advertiu os líderes mundiais de que era necessário um acordo "completo" sobre a mudança climática.

"A realidade crua é a de que nosso planeta alcançou um ponto crítico", disse.

Mas, argumentou, "da mesma maneira que a humanidade teve o poder de levar o mundo ao limite, também tem o poder de devolver-lhe o equilíbrio".

As negociações de Copenhague representam, portanto, um "momento histórico" neste esforço, afirmou, destacando que os países devem deixar de culpar-se mutuamente.

"Em nossa situação cada vez mais precária - num pequeno, único e precioso planeta - isto não é um problema que pode ser resolvido em termos de 'eles e nós'", disse o príncipe de Gales.


"Quando se trata do ar que respiramos e da água que bebemos, não há fronteiras nacionais", acrescentou.

"Uma solução parcial para a mudança climática não é solução. Deve ser global e também completa", precisou.

Segundo o príncipe Charles, o mundo "deve pagar de alguma maneira pelos serviços públicos essenciais" fornecidos pelas florestas tropicais, através da geração de precipitações e da absorção de dióxido de carbono.

Em artigo publicado nesta terça-feira no jornal francês Le Monde, o príncipe Charles afirmou que as preocupações em relação ao custo da luta contra a mudança climática eram apenas uma cortina de fumaça.

"O aquecimento climático (...) não constitui prioritariamente alternativa ao desenvolvimento econômico; é de fato um multiplicador de riscos, um fator que diminuirá nossa capacidade de melhorar o bem-estar da humanidade se não agirmos imediatamente para reduzir as emissões de gases de efeito estufa".


(Fonte: Yahoo!)

2 comentários:

Sofia disse...

Muito interessante o seu blog! Queria aproveitar o espaço e até para conscientização das pessoas com produtos reciclados. Hoje reparei em uma coisa que está presente em nosso dia-a-dia que são as Folhas Sulfites.
Encontrei uma que cham Report Carbono Zero e pelo q eu li esse papel tem toda a emissão de carbono gerada durante a sua produção compensada através da restauração de florestas nativas da Mata Atlântica.

Thiago Albuquerque disse...

Obrigado Sofia, tanto pelo elogio, quanto pela sua visita ao nosso blog!

Concordo com vc.
Esse projeto é bastante compensador com relação a emissão de carbono gerada na sua produção desse papel!

Mais outro fator bastante interessante é o gasto excessivo de água, na produção de uma folha desse papel, são necessários em torno de 10 litros de água. Além do que a maioria das empresas, principalmente as grandes e médias utilizam ao processo de reutilização da água, o que acaba diminuindo o consumo final.

No Brasil já são mais de 7 milhões de alunos matriculados somente no ensino médio (segundo dados do Censo Escolar da Educação Básica 2007, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), a água consumida para fabricar 100 folhas de papel sulfite A4 para cada um desses alunos seria suficiente para encher quase 2.700 piscinas olímpicas, água suficiente para saciar a sede de toda população da China durante três dias. Lembrando que esse exemplo representa o gasto de água na fabricação apenas do papel, e para apenas o ensino médio. Imagine o que se gasta se somar todos os alunos do mundo!

Se cada um passasse a usar a frente e o verso do papel, evitando gastar assim, 50 folhas ao ano, seria possível economizar o equivalente a mais de 1.340 piscinas olímpicas cheias de água, suficiente para abastecer todos os habitantes da Índia, um dos países mais populosos do mundo , durante dois dias.