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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

No Fórum Social, Greenpeace usa barco para chamar atenção sobre clima

Um barco que já foi usado para caçar focas e hoje trabalha ao lado da preservação ambiental é a atração que o Greenpeace trouxe para o Fórum Social Mundial, em Belém (PA), encerrado neste domingo (1º).

Ancorado na Estação das Docas na capital paraense, o barco Arctic Sunrise já recebeu milhares de visitantes e permitiu ao grupo ambientalista passar o seu recado sobre o aquecimento global e a necessidade da preservação da Amazônia.

De acordo com Marcio Astrini, ativista brasileiro do Greenpeace que acompanhou o G1 em um passeio pela embarcação, o Arctic Sunrise é um dos três navios DA frota da organização usado para realização de expedições e protestos no mundo.

O barco veio da África para o Brasil em janeiro, já passou pela cidade de Manaus, e, após o Fórum, seguirá ainda para Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos.

A intenção do Greenpeace ao abrir as portas do barco é atrair visitantes para passar sua mensagem aos turistas. Com o Fórum acontecendo na Amazônia, o grupo aproveita para pregar a necessidade do “desmatamento zero” para a região. Um dos argumentos utilizados é até heterodoxo. Astrini destaca que o fim do desmatamento na Amazônia seria positivo até para o agronegócio.

“O Brasil é o quarto maior emissor de gases do efeito estufa, e 75% das emissões brasileiras vêm do desmatamento de florestas. Isso é ruim até para o agronegócio porque influencia no regime de chuvas nas regiões do Centro-Sul, e sem chuva diminui a produtividade”, destaca o ativista.

Construído em 1975, o barco era usado para caçar focas e chegou a ser perseguido pelo Greenpeace. O destino, no entanto, acabou levando o navio quebra-gelo para as mãos da organização, que passou a usá-lo justamente para impedir a atividade predatória contra animais.

Astrini explica que a embarcação é usada também em viagens sobre o gelo. Como tem casco ovalado, o navio consegue se mover em ambientes congelados quebrando o gelo e rompendo caminho.

São 13 tripulantes de diversos países no barco, que tem autonomia para até três meses em alto-mar. A estrutura permite até a realização de pequenas cirurgias, como de apendicite na própria embarcação e há um link que permite a transmissão de imagens feitas em qualquer parte do mundo em tempo real. Sem contar o heliponto, que dá mais mobilidade para a tripulação.

Com a presença do barco no Brasil, a esperança do Greenpeace é de que o governo brasileiro seja pressionado a tomar uma posição de liderança na conferência sobre aquecimento global que acontece em Copenhague, na Dinamarca.

Astrini afirma que o grupo defende o “desmatamento zero”, mas considera positiva a posição brasileira de fixar uma meta de redução de 70% desmatamento na Amazônia até 2020.

“As metas, pelo menos, nos permitem cobrar resultados. Se não tem meta é só papo-furado e promessa vazia. Por isso foi importante a posição brasileira de aceitar se submeter a um regime de metas”, diz o ativista. (Fonte: Eduardo Bresciani/ G1)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O clima está mudando. Plantar árvores é necessário


Plantio de mata ciliar em Atalanta. Crianças protagonizando ações ambientais



Em dezembro de 2008 aconteceu na Polônia mais uma conferência das Nações Unidas sobre a questão do clima no mundo. O que se discutiu em Poznan é que a meta de 2ºC pode não ser suficiente para interromper os piores efeitos das mudanças climáticas, como secas e chuvas devastadoras.

Cientistas e representantes de ONGs defendem que esse número deve ser reduzido para 1,5oC, ou seja, esse seria o índice máximo que a temperatura pode aumentar nos próximos anos, chamada também de “temperatura segura”. Mas mesmo esse aumento de 1,5oC já pode ser o suficiente para derreter a cobertura da Groelândia, e se isso de fato acontecer, o aumento do nível dos mares deve ser maior do que aquele projetado em 2007, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que é de 1 a 4 metros.

Pensando nessa redução no que é considerado um índice “seguro” no aumento da temperatura, foi lançada uma campanha chamada “350”, que é o número limite de concentração de gás carbônico na atmosfera, em partes por milhão (350 ppm), para se chegar aos 1,5oC e não os 2oC negociados anteriormente. O objetivo da campanha é que essa meta de 350 ppm seja adotada oficialmente nas negociações. A campanha também estimula que cada pessoa ou organização faça a sua parte.

Neste sentido a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), quer comunicar algumas das ações feitas nos meses de novembro e dezembro e que efetivamente estão contribuindo para a redução das emissões de CO2 no planeta. A Apremavi também estimula todos que participem ativamente do seu Programa Clima Legal.

No dia 04 de dezembro de 2008, a Apremavi junto com os alunos da Escola de Educação Básica Dr. Frederico Rolla, realizou plantio em área de mata ciliar do Rio Santo Antônio no centro da cidade de Atalanta (SC). Cerca de 30 alunos do ensino básico, ensino fundamental e professores da Escola participaram da atividade.

A iniciativa foi da professora Kátia Longen que tem uma preocupação constante com o meio ambiente e com a qualidade de vida da população Atalantense. Há aproximadamente 5 anos, já havia realizado outro plantio em algumas áreas do mesmo rio, também em parceria com a Apremavi, “as árvores já estão bem crescidas e lindas” diz a professora.

Os alunos receberam informações de como proceder para realizar o plantio das 200 mudas nativas como a capororoca, tucaneira, baguaçu, aroeira e ingá, espécies propícias para mata ciliar.

Além desse plantio, a Apremavi promoveu também plantios dentro do projeto “Bosques de Heidelberg”, em vários municípios; no Progarama Matas Legais desenvolvido em parceria com a Klabin, no Paraná e em Santa Catarina; no projeto de recuperação de Áreas de Preservação Permanente, desenvolvido com a Adami, no município de Matos Costa (SC); e no projeto da Vinícola Pericó, no município de São Joaquim (SC).

Entres esses e outros projetos, foram plantadas, nos meses de novembro e dezembro, mais de 40.000 mudas de árvores nativas. A Apremavi espera que 2009 seja um ano de conscientização ambiental e que cada vez mais sejam realizadas ações efetivas de preservação do meio ambiente, em especial no estado de Santa Catarina, onde as recentes inundações e deslizamentos estão comprovando que precisamos cuidar melhor da natureza e da vida. (Fonte: APREMAVI)